Um ex-servidor denunciou o vereador José Antônio Lopes Costa, conhecido como Zezinho Boca Preta, do município de Paranaíba, ao Ministério Público Estadual. A acusação envolve suposta prática de “rachadinha” e exigência de trabalho particular durante o período em que atuou como assessor legislativo.
O denunciante trabalhou para o vereador na Câmara dos Vereadores entre 20 de fevereiro de 2025 e 13 de março de 2026. Ele afirmou que, para manter o cargo, precisava repassar parte de sua remuneração ao parlamentar.
Detalhes da Denúncia
O ex-assessor relatou ter recebido gratificações de 100% (cem por cento), sob a condição de repassar 40% (quarenta por cento) desse valor ao vereador. Segundo a denúncia, o “lucro do parlamentar” teria aumentado de R$ 200,00 (duzentos reais) para R$ 1.000,00 (mil reais).
Os valores eram transferidos por saques e pagamentos via PIX. A denúncia aponta que essas transações incluíam “demais patrocínios de rodeios, inclusive com pagamentos de diárias de hotel.”
O ex-servidor foi exonerado em 2026 após recusar o recebimento da gratificação com o repasse exigido. Ele também divulgou nomes de outros quatro servidores que, segundo ele, passam pela mesma situação.
Além das transferências financeiras, o denunciante detalhou outras exigências do vereador. “Ademais, informa que o vereador ainda o fazia trabalhar além do expediente para o exercício de atividades particulares, tais como viagens, confecção de cerca, assistência em rodeios”, concluiu a denúncia.
A reportagem tentou contato com o vereador José Antônio Lopes Costa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação. Casos como este levantam debates sobre transparência e fiscalização nas câmaras municipais, especialmente em um cenário político agitado como o de Mato Grosso do Sul em 2026.


