O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países. A Casa Branca exigiu alterações em pontos considerados centrais, prolongando ainda mais o diálogo. Trump busca estabilizar os preços dos combustíveis e evitar desgaste político entre os eleitores para as eleições de 2026.
Novas Condições e Prazos
As alterações visam acelerar o processo, pressionando o Irã a aceitar condições mais vantajosas aos EUA, segundo três autoridades citadas pelo New York Times. Os detalhes específicos das modificações não foram divulgados publicamente.
A maior preocupação de Trump reside no descongelamento de fundos para os iranianos. Ele sempre criticou Barack Obama por ter adotado medida similar no acordo de 2015, assinado para conter o programa nuclear do Irã. O presidente expressa frustração com o tempo que o Irã leva para responder às propostas americanas. Uma das autoridades dos EUA indicou que o acordo agora deve passar pela análise do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Na última sexta-feira, 29 de maio, Trump se reuniu por duas horas na Casa Branca com seus principais assessores para discutir o fim da guerra. Ele deixou o encontro sem fazer anúncios, apesar de repetidamente afirmar estar próximo de um acerto. O memorando EUA-Irã retornou a Teerã após novas exigências de Trump, indicando um impasse.
Controle de Urânio e Estreito de Ormuz
O acordo proposto encerraria a campanha militar de EUA e Israel contra o Irã. Em troca, os iranianos levantariam seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte de petróleo e gás. O estreito estava aberto antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.
As negociações com o Irã são marcadas por divergências significativas. Trump exige assumir o controle do estoque iraniano de urânio enriquecido. O regime iraniano, por sua vez, defende que o processo de negociação não inclui discussões sobre seu programa nuclear. Anteriormente, Trump já exigiu a destruição de urânio, ameaçando a retomada da guerra com o Irã.
Os EUA também demandam que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobrança de pedágio ou qualquer tarifa. O Irã impõe essas taxas desde o início do conflito. Outras exigências americanas incluem o fim do apoio às milícias que operam no Oriente Médio com respaldo iraniano: Hezbollah, Hamas, os houthis e os grupos armados xiitas iraquianos. As divergências sobre os termos do acordo de paz continuam a gerar impasse nas negociações entre EUA e Irã.
Dilema Político de Trump
Donald Trump enfrenta uma encruzilhada política. Aceitar um acordo considerado desfavorável pode gerar críticas de sua própria base republicana. Manter as hostilidades, com o Estreito de Ormuz fechado, tende a aumentar os preços dos combustíveis, afetando sua popularidade entre os eleitores em um ano eleitoral. A situação exige uma decisão que equilibre as pressões internacionais e as demandas políticas internas.
Fonte: Jovem Pan News


