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    PL de MS: Marcos Pollon e Capitão Contar Perdem Vaga ao Senado para 2026

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    As aspirações de Marcos Pollon e Capitão Contar para uma vaga no Senado em Mato Grosso do Sul, nas eleições de 2026, terminaram. O Partido Liberal (PL) consolidou o nome do ex-governador Reinaldo Azambuja como seu candidato, encerrando a disputa interna. Ambos os políticos agora enfrentam pressões e questionamentos de aliados, insatisfeitos com os episódios que precederam esta decisão.

    O Caminho de Capitão Contar no PL

    Capitão Contar foi o primeiro a se ajustar à nova realidade. Sem filiação prévia ao PL, ele não comentou a adesão de Reinaldo Azambuja ao partido. Posteriormente, Contar filiou-se ao PL com a assinatura do presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, sem a participação de Azambuja no processo. Pouco depois, sua esposa, Iara Diniz, viu a agência de publicidade Diniz Ação em Marketing Ltda. ser agraciada com um contrato que assegura repasses mensais de R$ 150 mil do Partido Liberal. Contar demonstrou tranquilidade após esses eventos, chegando a participar de caminhadas pelo interior do estado ao lado de Reinaldo Azambuja, apesar de seu eleitorado rejeitar a aproximação com o antigo rival político.

    O Cenário de Marcos Pollon

    Marcos Pollon demorou mais para aceitar a situação. Ele dirigiu críticas ao PSDB, mencionando a atuação do partido em relação ao desarmamento. Pollon chegou a ensaiar uma oposição, mas sem resultados concretos. Uma notícia positiva para Pollon surgiu apenas após um incidente envolvendo Flávio Bolsonaro. O então pré-candidato à presidência da República deixou escapar uma anotação que insinuava um pedido de R$ 15 milhões para que Pollon desistisse de sua candidatura. Em coletiva de imprensa, logo após o vazamento, Flávio Bolsonaro explicou que “a anotação serviu para alertar Pollon de que pessoas estariam inventando essa história que ele pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no Estado.”

    Pollon negou veementemente ter solicitado dinheiro para retirar sua candidatura. “Eu não negocio. Nem a vida do Bolsonaro, nem a dos presos do 8 de janeiro, muitos deles do meu Estado, que conheci um a um nas penitenciárias espalhadas pelo país. Não negocio os 103.111 votos dos sul-mato-grossenses que confiaram e seguem confiando em mim. Também não negocio aquilo que me propus a fazer todos os dias. O propósito que Deus colocou no meu coração de lutar pelo meu país. Há sacrifícios que não são públicos. Coisas que eu seguro calado, na vida pública e na vida privada. Quem me conhece sabe de onde eu vim e os valores que carrego. Minha mãe me ensinou princípios que não se negociam. Minha mãe pariu um homem”, pontuou Pollon.

    Na mesma semana do episódio, Michele Bolsonaro divulgou uma carta, enviada da prisão, onde Jair Bolsonaro afirmava que Pollon seria seu candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul. Após este recado, Pollon, que se anunciava como pré-candidato ao governo, redirecionou seu foco para a disputa ao Senado. A definição interna do PL, no entanto, impediu suas candidaturas principais para 2026. A definição de Reinaldo Azambuja como candidato ao Senado pelo PL em MS marca um ponto final nessas articulações. A reiteração de apoio de Michele Bolsonaro a Marcos Pollon não alterou o desfecho da disputa. O vazamento da anotação de Flávio Bolsonaro adicionou mais um elemento de complexidade à pré-campanha.

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