Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à presidência, enfrenta a delicada tarefa de convencer seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, a reconsiderar uma promessa que impacta diretamente a corrida pelo Senado em Mato Grosso do Sul. O cerne da questão gira em torno da escolha do segundo nome para a chapa do PL, onde pesquisas internas do partido indicam uma clara preferência por Capitão Contar em detrimento de Marcos Pollon.
A controvérsia ganhou tração após Michele Bolsonaro divulgar em redes sociais uma carta na qual Jair Bolsonaro, ainda durante sua detenção na Papudinha, garantia a segunda vaga ao Senado para Pollon. Contudo, em um movimento estratégico na semana seguinte, lideranças como Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, ao lado de Valdemar da Costa Neto e do próprio Flávio Bolsonaro, reuniram-se em Brasília e selaram um acordo para que a escolha final fosse baseada estritamente em pesquisas de opinião, um método que, segundo apuração do Investiga MS, favorece Contar.
Com Reinaldo Azambuja já confirmado por Flávio Bolsonaro como um dos nomes para o Senado, a definição do parceiro de chapa é iminente e esperada para os próximos dias. A situação coloca Jair Bolsonaro em uma encruzilhada: manter sua palavra dada a Pollon, conforme publicizado por Michele, ou ceder à estratégia partidária baseada em dados de pesquisas, um desafio que pode testar a coesão interna do Partido Liberal em um ano eleitoral crucial, com implicações significativas para a campanha de Flávio Bolsonaro.


