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Estado

MS Aprimora Acolhimento a Famílias de Desaparecidos com Novo Protocolo

Polícia Científica de Mato Grosso do Sul institui Procedimento Operacional Padrão para padronizar atendimento no IMOL e 14 unidades regionais, focando em escuta qualificada e agilidade na identificação.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 05/06/2026 - 14:35 | Meu MS News
MS Aprimora Acolhimento a Famílias de Desaparecidos com Novo Protocolo
Foto: Divulgação

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) deu um passo significativo para aprimorar o suporte a famílias de pessoas desaparecidas. Foi instituído, por meio da Portaria CGP/Sejusp/MS nº 007, de 29 de maio de 2026, o Procedimento Operacional Padrão (POP) de Acolhimento e Cadastro de Pessoas Desaparecidas. A medida visa padronizar o atendimento no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), em Campo Grande, e em seus 14 Núcleos Regionais, garantindo um fluxo mais eficiente e humanizado.

O novo protocolo busca não apenas acolher as famílias em um momento de vulnerabilidade, mas também transformar seus relatos em informações cruciais para a busca e identificação. O POP organiza o atendimento tanto para parentes de desaparecidos quanto para aqueles que procuram informações sobre corpos não identificados ou não reclamados, indicando como coletar dados, registrar informações e fazer os encaminhamentos necessários para auxiliar nos processos de identificação humana.

Na prática, o procedimento orienta a coleta detalhada de características físicas, vestimentas, último local e horário em que a pessoa foi vista, fotografias e contatos de familiares. Esses elementos são vitais para futuras consultas e para evitar a perda de dados importantes. Além disso, o POP prevê a verificação da existência de boletim de ocorrência, com encaminhamento à Polícia Civil caso não tenha sido registrado, e a orientação para coleta de material biológico de familiares, que pode subsidiar exames de DNA.

A iniciativa também coloca a empatia no centro do atendimento. “Tudo que a família quer é encontrar a pessoa. Ela quer colocar um ponto final, ter direito ao luto”, afirma Vicente Luis Bacelar Barros, agente de Polícia Científica responsável pela elaboração do procedimento. Segundo ele, o atendimento deve ser realizado com privacidade, linguagem clara e atenção ao estado emocional da família, evitando expressões que, mesmo bem-intencionadas, possam agravar o sofrimento de quem busca respostas. Para garantir a aplicação uniforme do novo protocolo, os servidores das unidades de medicina legal passarão por treinamento online.

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