A Princesa Mette-Marit da Noruega, de 52 anos e futura rainha consorte, foi oficialmente incluída na lista de espera para um transplante de pulmão. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (5 de junho), segue um agravamento drástico de seu quadro de saúde nos últimos seis meses, decorrente de uma forma rara e crônica de fibrose pulmonar diagnosticada em 2018.
Segundo o Professor Are Holm, pneumologista-chefe do Hospital Nacional de Oslo (Rikshospitalet), exames recentes revelaram um aumento alarmante do tecido cicatricial nos pulmões da monarca. “Os testes de função pulmonar mostram que seu quadro clínico piorou significativamente nos últimos três meses. Esta é uma condição grave”, declarou o médico em coletiva de imprensa. A inclusão na lista de transplante é reservada a pacientes com expectativa de vida de cerca de um ano sem o procedimento, mas que ainda possuem condições físicas para suportar a complexidade da cirurgia, agora dependente da localização de um doador compatível em tamanho e tipo sanguíneo.
O Palácio Real confirmou que Mette-Marit está impossibilitada de cumprir seus deveres oficiais por tempo indeterminado. A agenda da monarquia já reflete a situação: a celebração das bodas de prata do casal real, prevista para agosto, foi adiada, e eles não comparecerão às bodas de ouro dos reis da Suécia, em 13 de junho. A gravidade da situação mobilizou a família: o Príncipe Herdeiro Haakon antecipou seu retorno de uma viagem oficial ao Japão, enquanto a Princesa Ingrid Alexandra interrompeu seus estudos na Universidade de Sydney, Austrália, para retornar a Oslo e acompanhar a mãe. Em aparições públicas recentes, a princesa já era vista utilizando oxigênio suplementar.
Este agravamento na saúde da princesa coincide com um período já turbulento para a realeza norueguesa. Em janeiro deste ano, documentos divulgados nos Estados Unidos revelaram uma controversa correspondência entre Mette-Marit e o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, mantida entre 2011 e 2014. Paralelamente, a família lida com os problemas legais de Marius Borg Høiby, filho mais velho da princesa, que foi julgado recentemente por acusações de estupro e violência reiterada contra uma ex-parceira, crimes que ele nega. O veredicto de Høiby está agendado para 15 de junho, e a defesa chegou a solicitar sua libertação imediata alegando a fragilidade da saúde materna, pedido que aguarda decisão judicial.


