A disputa interna nos partidos por vagas nas eleições de 2026 se acirra, com projeções do Instituto Ranking divulgadas neste fim de semana confirmando um cenário de intensa concorrência. Com um número limitado de assentos, especialmente na Câmara Federal, e uma profusão de candidatos com alto potencial de votos, a batalha por cada cadeira promete ser implacável, colocando em risco até mesmo nomes tradicionais.
O levantamento do Instituto Ranking, realizado entre 1º e 6 de junho de 2026 com 2.000 eleitores, apresenta uma margem de erro de 2,2% e intervalo de confiança de 95%, registrado sob o número MS-06874/2026. A pesquisa aponta que dificilmente um partido conseguirá eleger três deputados federais, o que significa que muitos “campeões de voto” podem ficar sem mandato, dada a necessidade de uma expressiva votação para superar a concorrência dentro da própria legenda.
Segundo o Instituto Ranking, o cenário pode ser complexo para chapas como PL e União/PP. Caso o PSDB eleja um deputado federal e o PT repita as duas vagas conquistadas, PL e União/PP poderiam eleger apenas dois deputados cada, com o Republicanos fechando as vagas na Câmara Federal. Na federação União/PP, essa projeção acende um alerta para a reeleição de dois dos atuais deputados federais: Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP) e Geraldo Resende (União), que disputam o pleito.
As estimativas do Instituto Ranking para a Câmara Federal indicam que o PL pode conquistar entre dois e três assentos; a federação União/PP, também entre dois e três; o PT, de um a dois; e o Republicanos, igualmente de um a dois.
No âmbito da Assembleia Legislativa, a pesquisa aponta que o PL deverá formar a maior bancada, elegendo entre seis e sete deputados estaduais. A federação União/PP seguiria com uma projeção de cinco a seis cadeiras. Outras legendas também têm suas projeções: PT/PV/PcdoB (três a quatro), PSDB (três a quatro), Republicanos (dois a três), Avante (dois a três) e MDB (um a dois deputados estaduais).


