Nova Etapa para a ‘Pirarucu Fujona’
A pirarucu conhecida como “Pirarucu Fujona” agora integra o tanque Rios Grandes no Bioparque Pantanal. A espécie, que ganhou notoriedade após uma tentativa de fuga, passa a receber cuidados especializados. Sua presença reforça as ações de educação ambiental desenvolvidas pelo maior aquário de água doce do mundo.
O tanque Rios Grandes abriga as maiores espécies de peixes do empreendimento, incluindo pintado, cachara, jaú e arraias. Este ambiente planejado garante que o animal viva em condições compatíveis com suas necessidades biológicas e comportamentais. Uma equipe multidisciplinar, composta por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e outros profissionais, acompanha o bem-estar da pirarucu.
Educação Ambiental e Conservação
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca a importância da “Pirarucu Fujona” para a missão do complexo. “Mais do que uma história curiosa que despertou a atenção e o carinho da população, a chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”, afirma Balestieri.
A gestora também aborda o impacto de espécies exóticas ou potencialmente invasoras. “Por meio da educação ambiental, buscamos conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável, do descarte adequado de animais e dos riscos ecológicos associados à introdução de espécies em novos habitats. Transformar uma história que chamou a atenção do público em uma ferramenta de aprendizagem é uma das missões do Bioparque Pantanal”, explica.
O Bioparque Pantanal amplia o diálogo com a sociedade sobre temas como conservação da biodiversidade e manejo responsável da fauna. A trajetória da “Pirarucu Fujona” permite que visitantes compreendam, de forma prática e acessível, a relevância do conhecimento científico e do trabalho técnico especializado para a preservação das espécies. Iniciativas como essa promovem a aproximação entre ciência e sociedade, transformando a visitação em aprendizado e sensibilização ambiental.
Adaptação e Monitoramento Contínuo
O processo de adaptação da pirarucu ocorreu positivamente. “Durante a quarentena, acompanhamos aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e bem-estar do animal, seguindo todos os protocolos adotados pelo Bioparque Pantanal. Ao final desse período, constatamos que ela apresentava condições adequadas para integrar o tanque Grandes Rios”, relata Maria Fernanda Balestieri.
A equipe continua monitorando a interação da pirarucu com os demais indivíduos do recinto, esperando uma adaptação tranquila. A história da “Fujona” possui um potencial educativo significativo. “É um animal que desperta a curiosidade das pessoas e nos permite abordar temas fundamentais,” completa a diretora-geral. A ênfase na saúde ambiental e na conservação da fauna aquática permanece central nas atividades do Bioparque.


