Pré-candidatos de oposição ao atual governo de Mato Grosso do Sul manifestam forte convicção de que a eleição de outubro de 2026 será decidida em dois turnos. Essa expectativa diverge das pesquisas divulgadas até o momento, as quais apontam uma possível definição da disputa pelo governo no primeiro turno.
Adversários de Eduardo Riedel (PP), o atual governador, apostam em uma mudança de cenário nos próximos três meses que antecedem o pleito. O pré-candidato Fábio Trad (PT) expressa essa confiança.
“Faltam três meses. É tempo suficiente para quem tem projeto — e insuficiente para quem só tem imagem. As pesquisas mostram uma disputa difícil, eu não vou fingir o contrário. Mas eu não vou trocar quem eu sou pelo que os números pedem”, declarou Fábio Trad.
Advogado, professor e ex-deputado federal, Trad reafirma sua estratégia de campanha focada em diagnóstico e propostas.
“Minha campanha é de diagnóstico e proposta: eu vim da sala de aula, vim dos tribunais, e é assim que eu enxergo o governo — como uma tese que se sustenta com dado, não como um jingle que se repete. Se isso for suficiente para o segundo turno, ótimo. Se a população achar que basta, eu vou. Se não achar, eu não vou correr atrás do improviso pra compensar. Quem vai governar Mato Grosso do Sul tem que ter personalidade — e a minha não está à venda por três meses de campanha”, concluiu.
O pré-candidato do Democracia Cristã, Economista Renato, também demonstra otimismo quanto a um segundo turno.
“Tenho quase certeza de que haverá segundo turno. Certos jornalistas me dizem que algumas pesquisas internas têm apontado resultados muito diferentes das pesquisas que são divulgadas. Eu mesmo tive acesso a uma pesquisa que aponta segundo turno. O que condiz com o meu sentimento quando visito os centros das cidades no interior do estado”, analisou Economista Renato.
O pré-candidato questiona abertamente a credibilidade das pesquisas divulgadas.
“Outras informações me apontam questões ainda mais graves, que caberia apuração do MP: que a quase totalidade das pesquisas divulgadas, por serem bancadas por grupos pró-governo, podem estar tendo resultados muitíssimo suspeitos, para dizer o mínimo. A rejeição com esse governo é muito grande, o povo tem estado muito insatisfeito com os serviços apresentados”, avaliou.
Jeferson Bezerra, pré-candidato do Agir, também aposta no segundo turno. Ele ressalta sua condição de nome novo e a natureza de sua campanha.
“No meu caso, como não tenho dinheiro fundo partidário, nem tempo de tv, a campanha é na raça , feita tenta através de rede social. Pesquisa com 2000 pessoas não quer dizer mais de 1 milhão de voto. Meu nome é novo, nunca tive mandando de nada, mas tenho coragem de colocar o nome na urna”, respondeu Bezerra.
Os demais pré-candidatos procurados não responderam até a publicação desta reportagem.


