Militar do Exército admite risco de matar motociclista em audiência
O militar, de 22 anos, confessou em audiência que sabia do risco de matar ao dirigir alcoolizado, acidente que vitimou uma motociclista.
Durante a audiência na 1ª Vara do Tribunal do Júri, o réu prestou depoimento e detalhou seu estado de saúde mental. Ele informou que estava afastado do Exército desde 2023 por transtornos psiquiátricos e que fazia uso de medicamentos para ansiedade, depressão e esquizofrenia.
Depoimentos e contradições sobre a velocidade
O militar disse que dirigia entre 60 km/h e 70 km/h no momento da colisão, mas laudo pericial aponta que a velocidade era de aproximadamente 120 km/h. Ele negou a informação. Testemunhas relataram que o condutor passou por sinais vermelhos e fugiu de outro acidente antes de atingir a motociclista.
A fuga e a colisão com o motorista de aplicativo
Antes do acidente fatal, o militar colidiu com um veículo Virtus. O motorista do Virtus, ouvido como testemunha, afirmou que o réu não parou após a batida e acelerou. O militar justificou a fuga dizendo que entrou em pânico e temeu levar um tiro.
O acidente que matou Miriam Rosa Matos
A motociclista Miriam Rosa Matos pilotava uma Yamaha Factor 150 pela Padre João Crippa quando foi atingida pela caminhonete do militar. Com o impacto, ela foi lançada a 20 metros e morreu no local. A caminhonete destruiu uma árvore e parou em um estacionamento próximo.
O estado atual do réu
Atualmente, o militar está internado em uma clínica psiquiátrica. A data do julgamento ainda não foi definida.
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