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Policial

Mulher ‘testa de ferro’ de esquema de drogas ganha prisão domiciliar

Justiça troca preventiva por prisão domiciliar de mulher que recebeu R$ 314 mil de esquema do narcotráfico.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 19/10/2026 - 09:31 | Meu MS News
Mulher ‘testa de ferro’ de esquema de drogas ganha prisão domiciliar
Gaeco deflagrou a Operação Infiltrados, que prendeu Hoffman D’Ávila. (Foto: Léo de França, Jornal Midiamax)

Justiça converte em prisão domiciliar a preventiva de Rayane Luiz Vieira. Ela é investigada por integrar organização criminosa suspeita de desviar drogas apreendidas por policiais em Mato Grosso do Sul.

Segundo o Gaeco, ela recebeu mais de R$ 314 mil. As transferências teriam como beneficiário o esposo dela, o traficante Lucas da Silva dos Santos, o “LK”, que está preso.

Gaeco aponta “testas de ferro” do narcotráfico

Na denúncia de outubro, o Gaeco afirma que Rayane e Lavínia seriam “testas de ferro” para ocultar valores do esquema. Elas teriam movimentado valores do tráfico, como pagamento de fornecedores e divisão de lucros, sob ordens diretas de “LK”.

Conforme o Ministério Público, Lavínia fez 46 transferências via Pix para Rayane. Os repasses somaram R$ 314.308,40 e ocorreram entre 22 de maio e 1º de outubro de 2024.

O período começou um dia depois da operação da Denar em 21 de maio de 2024. A ação apreendeu 643 quilos de cocaína em Bela Vista.

Para o Gaeco, as movimentações integram o conjunto de indícios financeiros examinados na apuração do suposto esquema. A reportagem acionou a defesa de Rayane, mas não houve resposta até esta publicação.

Delegado e policiais foram denunciados

A apuração faz parte da Operação Infiltrados. A operação prendeu o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, afastado do cargo.

No total, 23 integrantes do esquema foram denunciados. Eles são suspeitos de participar de organização criminosa que desviava drogas apreendidas para devolvê-las ao mercado ilegal.

Na denúncia, protocolada em 9 de outubro, o Gaeco atribui ao delegado e a outros policiais crimes como:

  • Organização criminosa;
  • Tráfico de drogas;
  • Corrupção;
  • Lavagem de dinheiro.

Também há suspeitas de interferência em investigação criminal. O Gaeco pede a condenação dos denunciados e indenização de R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos.

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