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    Bolsonaro vira réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022

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    Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin seguiram os votos do relator Alexandre Moraes na Primeira Turma do Supremo; julgamento não tem data, mas pode ocorrer ainda neste ano

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (26) para tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão ocorre após os ministros da Turma aceitarem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), abrindo caminho para o julgamento do caso, que ainda não tem data, mas pode ocorrer ainda neste ano.

    Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pelo recebimento da denúncia. A decisão permite que os acusados respondam a uma ação penal e pode levar a condenações com penas de prisão. A PGR sustenta que Bolsonaro liderou um grupo que buscou desestabilizar o Estado Democrático de Direito por meio de desinformação sobre o sistema eleitoral e incentivos a atos antidemocráticos.

    Os crimes apontados pela PGR incluem organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas máximas podem somar até 43 anos de prisão. O relator, Alexandre de Moraes, argumentou que a denúncia descreve a existência de uma estrutura hierárquica organizada para desestabilizar a democracia. Ele destacou que Bolsonaro teria tido conhecimento e interação com a “minuta do golpe”, que previa medidas inconstitucionais para interferir no resultado das eleições de 2022.

    Flávio Dino reforçou que as defesas não negaram a existência da tentativa de golpe, mas buscaram eximir seus clientes de responsabilidade. Ele afirmou que a materialidade dos crimes é evidente e que o julgamento é necessário para esclarecer o grau de envolvimento de cada acusado. Luiz Fux votou a favor do recebimento da denúncia, mas defendeu uma revisão da dosimetria das penas aplicadas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Para ele, o julgamento deve considerar o contexto e a gravidade das ações individuais. Já Cármen Lúcia destacou que o golpe foi um processo articulado ao longo do tempo e que os ataques à democracia foram parte de um movimento planejado. Segundo ela, “ditadura mata, vive da morte da sociedade e da democracia”.

    Com o recebimento da denúncia, Bolsonaro e os demais denunciados passarão à condição de réus. Na fase de instrução do processo, a PGR e as defesas poderão apresentar provas e depoimentos. Ao final do julgamento, o STF decidirá se os acusados serão condenados e quais serão as eventuais penas. A decisão também pode impactar o cenário político, uma vez que Bolsonaro enfrenta outras investigações e já está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Publicado por Felipe Dantas

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Fonte: Jovem Pan News

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