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    Escalada da guerra comercial entre EUA e China derruba a Bolsa e faz dólar disparar

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    Moeda americana fechou em alta de 1,30%, cotado a R$ 5,9106, o maior valor desde 28 de fevereiro; mercado financeiro global está aflito com o risco de recessão

    O dólar comercial voltou a subir com força nesta segunda-feira (7) e fechou em alta de 1,30%, cotado a R$ 5,9106 — maior valor desde 28 de fevereiro. Foi o segundo pregão consecutivo de forte valorização da moeda norte-americana, impulsionada pela intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A alta foi provocada por novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que poderá impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses caso Pequim não recue das medidas retaliatórias anunciadas na última semana. A reação imediata dos mercados foi de aversão ao risco, com queda nas bolsas e valorização do dólar frente a moedas emergentes.

    Durante o dia, o dólar chegou a bater a máxima de R$ 5,9324. Houve alívio parcial no fim do pregão, após Trump afirmar que mantém uma boa relação com o presidente chinês Xi Jinping. Mesmo assim, os temores persistiram diante do impasse comercial e do tom agressivo adotado por Washington. Além da alta do dólar, o Ibovespa — principal índice da Bolsa brasileira — recuou 1,31% e fechou aos 125.588 pontos. Nos Estados Unidos, os índices acionários oscilaram ao longo do dia, com perdas generalizadas. O S&P 500 caiu 0,80%, o Dow Jones recuou 0,91% e o Nasdaq fechou com leve alta de 0,10%.

    Especialistas apontam que o endurecimento nas tarifas comerciais aumenta o risco de recessão global. Segundo o banco JPMorgan, a chance de uma retração econômica mundial subiu de 40% para 60% em apenas uma semana. A Fitch Ratings destacou que as novas tarifas elevaram o custo médio das importações nos EUA para 22,5%, o maior nível em mais de um século.

    No Brasil, o real teve desempenho relativamente melhor que outras moedas emergentes, sustentado pela taxa básica de juros elevada, que limita o avanço do dólar. Ainda assim, o câmbio segue pressionado. O dólar acumula alta de 3,60% em abril e reduziu a queda no ano para 4,36%.

    Internamente, o Banco Central brasileiro segue atento. Em evento em São Paulo, o diretor de Política Econômica da instituição, Diogo Guillen, expressou preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação. Analistas esperam pelo menos mais um aumento da Selic em maio, o que pode manter o real relativamente fortalecido no curto prazo, apesar da turbulência externa.

    Publicado por Felipe Dantas

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Fonte: Jovem Pan News

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