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    Putin sugere ‘administração transitória’ na Ucrânia sob tutela da ONU

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    Presidente da Rússia propôs a ‘organização de uma eleição presidencial democrática’ para que depois possa ‘negociar um acordo de paz com as novas autoridades de Kiev’ 

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu nesta sexta-feira (28) estabelecer uma “administração transitória” na Ucrânia sob a tutela da ONU para organizar uma eleição presidencial “democrática” e negociar depois um acordo de paz com as novas autoridades de Kiev. Em meio às manobras do governo dos Estados Unidos para tentar acabar rapidamente com mais de três anos de conflito, Putin também afirmou que suas tropas “tomam a iniciativa” em toda a frente de batalha e expressou confiança em “acabar” com o Exército ucraniano.

    As declarações durante uma visita a Murmansk, no noroeste do país, aconteceram após uma semana de contatos diplomáticos dos Estados Unidos com delegações dos dois países na Arábia Saudita. “Poderíamos, claro, discutir com os Estados Unidos, até mesmo com países europeus e, claro, com nossos parceiros e amigos, sob a tutela da ONU, a possibilidade de estabelecer uma administração transitória na Ucrânia”, disse Putin.

    “Para fazer o quê? Para organizar uma eleição presidencial democrática que resultaria na chegada de um governo competente e que teria a confiança do povo. Depois, para iniciar com estas autoridades negociações sobre um acordo de paz e assinar documentos legítimos”, acrescentou. O chefe de Estado assegurou que “no âmbito das atividades de manutenção da paz da ONU, já se recorreu diversas vezes a uma administração transitória”.

    Após as reuniões na Arábia Saudita, o governo dos Estados Unidos anunciou na terça-feira um acordo para conter as hostilidades no Mar Negro, mas a Rússia posteriormente estabeleceu condições como o fim das sanções ocidentais contra Moscou. Reunidos na quinta-feira em Paris, os aliados europeus de Kiev descartaram o fim das sanções contra Moscou e também discutiram possíveis “garantias” de segurança para a Ucrânia, embora sem um consenso sobre o eventual envio de tropas de manutenção da paz.

    O retorno de Donald Trump à Casa Branca e sua aproximação a Moscou provocam o temor da Ucrânia e de seus aliados europeus sobre a possibilidade de uma paz com condições benéficas para a Rússia. Em seu encontro durante a madrugada com militares russos em Murmansk, Putin destacou que suas tropas “têm a iniciativa estratégica” em toda a linha de frente. “Há motivos para pensar que vamos acabar com eles”, afirmou.

    “Estamos seguindo progressivamente, talvez não tão rápido quanto gostaríamos, mas com insistência e certeza, para alcançar todos os objetivos anunciados” no início da ofensiva em fevereiro de 2022, assegurou. Na época, a Rússia justificou sua operação com a necessidade de “desmilitarização” e “desnazificação” da Ucrânia, cujas aspirações de integrar a Otan são consideradas como uma ameaça por Moscou.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Victor Oliveira

    Fonte: Jovem Pan News

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