Delegado Lucas Albe Veppo detalha que alvo era ex-companheira de investigado; mãe e filho permanecem presos preventivamente após câmeras desmentirem versão de legítima defesa.
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (06/01), o delegado Lucas Albe Veppo, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, revelou que os proprietários da conveniência baleados no Ano Novo foram vítimas colaterais. O verdadeiro alvo dos disparos era a ex-companheira de Luis Gustavo, uma mulher de aproximadamente 30 anos que passava pelo local em um veículo com amigas e uma criança.
A investigação aponta que o crime foi motivado por um conflito familiar após uma tentativa frustrada de reatar o relacionamento entre o jovem e a vítima.
🎥 Dinâmica do Crime e Provas Digitais
As imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para derrubar a tese da defesa de que a ex-nora teria iniciado os disparos. Segundo o delegado:
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Início do Ataque: Luis Gustavo (19 anos) sacou a arma e efetuou disparos iniciais (para o alto).
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Intervenção da Mãe: Em seguida, a mãe, Juliana Viegas Almeida (36 anos), pegou o revólver e disparou contra o carro da ex-nora.
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Vítimas Acidentais: Os tiros erraram o alvo e atingiram os irmãos Leandro e Marcos Martins da Silva, donos do comércio. Marcos permanece em estado grave no hospital.
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Risco Coletivo: No veículo alvo, além da ex-companheira, estavam duas amigas e uma criança de 12 anos, que por pouco não foram atingidas.
⚖️ Prisões e Tipificação dos Crimes
Embora Luis Gustavo tenha se entregado voluntariamente na tarde de ontem (05/01), sua mãe tentou fugir e foi capturada em um condomínio residencial após diligências do SIG.
| Investigado | Acusação Principal | Situação Jurídica |
| Juliana Viegas Almeida | Tentativa de Homicídio Qualificado | Prisão Preventiva |
| Luis Gustavo Almeida | Disparo de Arma de Fogo | Prisão Preventiva |
O delegado Veppo ressaltou que a prisão preventiva foi mantida para garantir a ordem pública e pela tentativa de fuga de Juliana. Além disso, ambos possuem um histórico criminal extenso, incluindo passagens por tráfico de drogas, o que reforça a necessidade da custódia.
“Pelas imagens coletadas, não houve disparos por parte da mulher no veículo. Foi uma situação que colocou um número muito grande de pessoas em risco desnecessário”, afirmou o delegado.


