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    Ao pedir exoneração, Lewandowski exalta legado na pasta e aponta ‘bases sólidas’ na segurança pública

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    Em carta a Lula, ministro atribui saída a motivos pessoais, agradece apoio político e lista avanços na pasta ao se despedir

    O ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski associou sua despedida do governo ao reconhecimento público de sua gestão à frente da pasta. No pedido de exoneração encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva — com efeitos a partir desta sexta-feira (9) — Lewandowski afirmou que deixa o cargo por “razões de caráter pessoal e familiar”, destacando que exerceu suas funções “com zelo e dignidade” mesmo diante de limitações políticas e orçamentárias.

    No documento, o ministro agradece a Lula pelo “permanente estímulo e apoio” e afirma ter tido o “privilégio de continuar servindo ao país” após a aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF). O texto adota tom institucional e evita referências a disputas internas ou a pressões políticas que antecederam sua saída.

    A despedida veio acompanhada de um balanço detalhado divulgado pelo Ministério da Justiça, no qual Lewandowski elenca ações que pretende deixar como marca da gestão. Entre os pontos destacados estão a retomada das demarcações de terras indígenas — paralisadas desde 2018 —, com 21 portarias declaratórias assinadas e 12 homologações entre 2024 e 2025 e a expansão da política de câmeras corporais, adotada por 11 estados com R$ 155 milhões investidos no período.

    O ministro também reivindica avanços na política de uso progressivo da força, no controle de armas e munições e no fortalecimento das guardas municipais. Reporta ainda recorde na alienação de bens do crime organizado, com mais de 10 mil ativos vendidos e arrecadação superior a R$ 480 milhões em 2025.

    Na área de segurança digital, o balanço cita o programa Celular Seguro, com mais de 3,6 milhões de usuários cadastrados e 194 mil alertas emitidos, e menciona iniciativas voltadas para o sistema prisional e para o enfrentamento da violência contra mulheres e crianças.

    Lewandowski encerra o documento afirmando que deixa o ministério com “bases sólidas” para continuidade das políticas públicas, reafirmando que segurança, direitos humanos e justiça devem ser agendas complementares.

    Fonte: Jovem Pan News

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