O Senado da Argentina aprovou a reforma trabalhista de Javier Milei. A votação ocorreu nesta sexta-feira (27). Foram 42 votos a favor da reforma. Vinte e oito senadores votaram contra e houve duas abstenções.
A reforma prevê o aumento da jornada de trabalho. A jornada passa de 8 para 12 horas diárias. O texto segue agora para sanção presidencial. Após a aprovação, a lei entra em vigor.
A proposta já havia passado pelo Senado. A Câmara dos Deputados a ratificou com modificações. O governo espera ter votos para aprovar as alterações no Senado.
A lei visa modernizar as relações de trabalho. Ela reduz indenizações e permite pagamentos em bens. Também limita o direito à greve e estende a jornada. As horas extras podem ser compensadas com folgas.
Milei defende que a lei facilita a contratação. Ele acredita que impulsiona o investimento e gera empregos. Atualmente, 43,3% da força de trabalho está na informalidade.
O texto sofreu cerca de 30 alterações. Foram retirados artigos sobre pagamento em moeda estrangeira. As regras de licenças médicas também foram modificadas.
O governo argentino considera a reforma essencial. O objetivo é reduzir a informalidade e estimular a criação de empregos. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) discorda.
A CGT argumenta que as mudanças são inconstitucionais. A ampliação da jornada é um dos pontos de maior discussão. Atualmente, o limite é de 8 horas diárias.
Com a reforma, a jornada diária pode chegar a 12 horas. É preciso respeitar 12 horas de descanso. As horas extras podem ser compensadas com folgas.
Manifestantes protestaram contra a medida. Eles carregavam cartazes e entoavam slogans. A aprovação ocorre em meio a um declínio industrial.
Segundo fontes sindicais, empresas fecharam e empregos foram perdidos. Os argentinos estão divididos sobre a reforma. Uma pesquisa recente mostra opiniões divididas.
*Em atualização
Fonte: Jovem Pan News


