O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu pessoalmente enviados do Líbano e de Israel na Casa Branca em 23 de abril de 2026. As conversas, facilitadas pelos EUA, buscaram estender um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. O encontro ocorreu um dia após ataques israelenses matarem ao menos cinco pessoas no Líbano, incluindo uma jornalista.
Inicialmente, as negociações de 23 de abril de 2026 ocorreriam no Departamento de Estado. Uma autoridade dos EUA confirmou a transferência para a Casa Branca, onde Trump cumprimentou os embaixadores em sua chegada. “É um sinal da importância que está sendo dada a eles e da prioridade. Acho que há um sentimento de otimismo de que a bola pode avançar”, disse outra fonte informada sobre o assunto.
Objetivos das Partes e Contexto da Violência
Contatos recentes com o Presidente Trump e o secretário de Estado Marco Rubio focaram em interromper a escalada e iniciar negociações. O objetivo é encerrar o estado de guerra, garantir a retirada de Israel do território ocupado e enviar o Exército libanês para a fronteira internacional, conforme comunicado pela presidência libanesa. Israel, por sua vez, afirma que seus objetivos incluem o desmantelamento do Hezbollah e a criação de condições para um acordo de paz. Israel foi representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter, enquanto o Líbano pelo embaixador George Moawad. O secretário Rubio hospedou a primeira reunião entre Leiter e Moawad em 14 de abril de 2026, marcando o contato de mais alto nível entre Líbano e Israel em décadas.
O dia 22 de abril de 2026 registrou o maior número de mortos no Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 16 de abril de 2026. Entre as vítimas dos ataques israelenses estava a jornalista libanesa Amal Khalil, segundo um oficial militar sênior libanês e seu empregador, o jornal Al-Akhbar. Cerca de 2.500 pessoas morreram no Líbano desde que Israel iniciou a ofensiva, após o ataque do Hezbollah em 2 de março de 2026.
Posição do Hezbollah e Cenário Regional
O parlamentar do Hezbollah, Hassan Fadlallah, declarou que o grupo deseja a continuidade do cessar-fogo, mas “com base no cumprimento total por parte do inimigo israelense”. Em coletiva de imprensa televisionada, ele reiterou as objeções do Hezbollah às conversas face a face e solicitou ao governo que cancele todas as formas de contato direto com Israel. As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março de 2026, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado a inclusão do Líbano em qualquer trégua mais ampla.
O Hezbollah afirmou ter realizado quatro operações no sul do Líbano em 22 de abril de 2026, em resposta aos ataques israelenses. O cessar-fogo, alcançado após conversas entre os embaixadores das duas nações em Washington na semana passada, tem vigência até 26 de abril de 2026. Ele resultou em uma redução significativa da violência, mas ataques continuaram no sul do Líbano, onde tropas israelenses tomaram uma zona tampão autodeclarada. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, declara ter “o direito de resistir” às forças de ocupação. As tensões regionais continuam elevadas, com o Presidente Trump também questionando a liderança do Irã em meio a outros conflitos.


