O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, anunciou neste sábado (25 de abril de 2026) que apresentará um requerimento formal para declarar Paolo Zampolli “persona non grata” no Brasil. Zampolli, amigo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e enviado especial para assuntos globais do governo dos Estados Unidos, proferiu declarações consideradas misóginas sobre mulheres brasileiras em uma entrevista.
Declarações Controvertidas e Reação do Senado
Em sua fala, Paolo Zampolli afirmou que as mulheres brasileiras são “prostitutas”, uma “raça maldita” e “programadas para causar confusão”.
O senador Trad manifestou repúdio às declarações. “Vou fazer uma proposição, a ser apreciada pelo nosso colegiado, colocando a ele um título de persona non grata no Brasil, no território brasileiro, solicitando uma retratação com pedido de desculpas. Inaceitável essa situação”, declarou Trad em vídeo divulgado.
A expressão em latim “persona non grata” significa “pessoa não bem-vinda”. Na diplomacia, ela é utilizada para declarar um representante estrangeiro indesejado em um país.
Contexto Pessoal e Acusações
Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. Ungaro foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025, após 23 anos no país, sendo detida pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE).
A modelo alega que a deportação teve influência de Zampolli, em meio a uma disputa pela guarda do filho. Ungaro também acusa o ex-companheiro de violência doméstica e abuso sexual. As declarações de Zampolli surgem em um momento em que o presidente Donald Trump enfrenta desafios diplomáticos na política externa.


