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    Colômbia: Ataque a bomba mata 20 e expõe fragilidade da paz antes das eleições

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    Um ataque a bomba devastador deixou 20 civis mortos e 36 feridos ontem, 25 de abril, em uma estrada no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia. O atentado, atribuído a rebeldes dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ocorre a pouco mais de um mês das eleições presidenciais de 31 de maio, acentuando a tensão e a preocupação com a segurança no país.

    Autoridades colombianas confirmaram a autoria do grupo que não aderiu ao acordo de paz de 2016. O governador de Cauca, Octavio Guzmán, reportou o balanço de vítimas via rede social X, após uma estimativa inicial menor. O presidente de esquerda, Gustavo Petro, classificou os rebeldes como “terroristas” e ordenou o reforço da perseguição pela força pública. Imagens da agência AFP e vídeos em redes sociais mostram a destruição, com veículos carbonizados, corpos espalhados e uma enorme cratera no local da explosão, que atingiu mais de dez veículos em um posto de controle ilegal.

    Este ataque é o mais recente de uma série de 26 ações violentas registradas pelo Exército desde a última sexta-feira, 24 de abril, quando uma base militar em Cali foi alvo de um atentado que deixou dois feridos. A escalada de violência tem gerado pânico na população; uma testemunha expressou à AFP seu “susto” com o cenário pré-eleitoral. Elizabeth Dickinson, diretora para a América Latina da ONG International Crisis Group, especializada no conflito colombiano, criticou o “desrespeito” com a vida dos civis, ressaltando que “a população civil sempre se vê presa no meio” do conflito.

    As facções dissidentes, lideradas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, têm intensificado o assédio às forças de segurança com explosivos, drones e fogo cruzado, demonstrando seu poder em regiões como Cauca e Valle del Cauca. “A mensagem para o Estado é: ‘aqui estamos e aqui mandamos’”, afirmou Dickinson, explicando que o propósito é “gerar preocupação e terror entre a população”. O presidente Petro, desde que assumiu em 2022, tem tentado, sem sucesso, negociar a paz com as maiores organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos, tornando o desafio da segurança um dos principais temas das próximas eleições.

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