A Justiça dos Estados Unidos divulgou uma suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein. A revelação ocorreu após um juiz federal do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York acatar um pedido do jornal The New York Times. O documento, que estava sob sigilo, faz parte de um processo judicial envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein.
Descoberta e Contexto da Nota
A nota teria sido encontrada por Tartaglione em 2019, após Epstein ser localizado inconsciente em sua cela, com um pano enrolado no pescoço. O The New York Times reportou a existência do documento no final de abril, solicitando sua divulgação. No entanto, a autoria da carta por Epstein não pôde ser confirmada oficialmente.
A tradução da carta é a seguinte: “Eles me investigaram por meses — Não encontraram nada!!! Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um prazer poder escolher a hora de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! Não é legal — Não vale a pena!!”
Segundo o The New York Times, Epstein havia alegado na época que não era suicida e acusou o companheiro de cela de agressão. Ele foi transferido e, dias depois, encontrado morto. Tartaglione, um ex-policial condenado por homicídio, afirmou ter encontrado a carta dentro de um livro após a transferência de Epstein. O documento foi lacrado por um juiz federal e integra o processo criminal contra Tartaglione.
O Caso Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein era um bilionário com conexões em diversas esferas, incluindo finanças, política, ciência, realeza e Hollywood. Sob a fachada de investidor influente, Epstein operava uma rede criminosa de exploração sexual de menores, com cúmplices e um sistema de proteção que levanta suspeitas até hoje. Epstein foi preso em 2019 e faleceu em uma cela em Nova York antes de ser julgado, em um caso oficialmente classificado como suicídio. Desde então, o caso tem sido palco de teorias, investigações paralelas e divulgação de arquivos secretos.


