A Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab) anunciou a ampliação da faixa de renda e o aumento dos subsídios para programas habitacionais. As mudanças visam facilitar o acesso à casa própria para um número maior de famílias no estado.
Os programas estaduais foram atualizados com novos limites de renda e reajustes nos valores dos subsídios. A medida permite que mais cidadãos participem das iniciativas, desenvolvidas em parceria com municípios e o Governo Federal.
Com a nova regulamentação, famílias com renda mensal entre R$ 1,5 mil e R$ 8,1 mil agora se qualificam para modalidades como Crédito Associativo e Lote Urbanizado. Essa atualização busca adequar os programas à realidade econômica atual, beneficiando trabalhadores que anteriormente ficavam fora dos critérios.
A diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, afirmou que as alterações representam um avanço significativo. “Nosso compromisso é fazer com que mais famílias tenham condições reais de conquistar sua casa própria. Muitas vezes, pequenos aumentos na renda acabavam impedindo o acesso aos programas habitacionais. Com essa atualização, conseguimos ampliar esse atendimento e alcançar pessoas que realmente precisam desse apoio”, declarou.
Os subsídios estaduais também foram reajustados. Em municípios com mais de 100 mil habitantes, o benefício pode atingir R$ 32 mil para famílias com renda de até R$ 3,2 mil. Em cidades menores ou impactadas por grandes empreendimentos, os subsídios podem chegar a R$ 25 mil.
Uma nova exigência para as unidades habitacionais contratadas a partir da atualização da portaria é o acabamento interno, que deverá incluir piso cerâmico, porcelanato ou laminado nas áreas internas. “A habitação vai além da entrega de paredes e telhado. Estamos falando de dignidade, acolhimento e qualidade de vida. Quando entregamos uma casa com melhor acabamento, também entregamos mais tranquilidade para as famílias iniciarem uma nova etapa de suas vidas”, ressaltou Maria do Carmo.
As novas regras reorganizam a distribuição das cotas habitacionais em Mato Grosso do Sul. Campo Grande prevê o atendimento de 4,3 mil unidades, seguida por Dourados, Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, entre outros municípios contemplados.
As alterações entram em vigor a partir da publicação da portaria e se aplicam a novos contratos, solicitações de subsídio e futuras seleções habitacionais, sem efeito retroativo.


