O senador Ciro Nogueira (PP-PI) teve mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal nesta sexta-feira (9), como parte da quinta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. Em resposta, o senador, que também preside o Progressistas, utilizou as redes sociais para classificar a ação como uma “tentativa de manchar” sua “honra pessoal” e uma estratégia para prejudicar sua posição nas pesquisas eleitorais.
Nogueira relembrou um episódio semelhante em 2018, quando a PF realizou busca em endereços ligados a ele na Operação Lava Jato, decorrente de acordos de colaboração com a Odebrecht. Na época, o senador considerou a ação uma “perseguição política” que, segundo ele, gerou um “efeito contrário”, resultando em crescimento nas pesquisas e vitória eleitoral. Ele também citou a anulação de provas obtidas pela Odebrecht pelo STF em dezembro de 2023, que teriam comprovado sua “inocência”. A decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a fase atual da Compliance Zero, aponta que Nogueira teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, após identificar irregularidades financeiras e crise de liquidez, culminando no encerramento forçado do Will Bank, braço digital da instituição, em janeiro de 2026.


