A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou uma nota informativa nesta segunda-feira (12/05/2026), reforçando as medidas de vigilância, prevenção e assistência para a hantavirose. A doença viral aguda, transmitida por roedores silvestres, não registra casos confirmados em Mato Grosso do Sul desde 2019. Atualmente, um caso suspeito está em investigação em Campo Grande.
De acordo com a SES, o paciente em investigação deu entrada na unidade de saúde com suspeita de leptospirose. No entanto, o protocolo determina a realização de exames para outras enfermidades com sintomatologia semelhante, incluindo a hantavirose.
Estrutura de Preparação e Resposta
Larissa Domingues Castilho de Arruda, superintendente de Vigilância em Saúde da SES, assegura que o estado mantém uma estrutura permanente de preparação e resposta para doenças de potencial impacto na saúde pública. “Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, declarou.
O plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose como um dos agravos prioritários monitorados. As ações de resposta seguem os protocolos nacionais e os instrumentos estaduais de Saúde Única.
Grupos de Risco e Sintomas
Manuais do Ministério da Saúde indicam que as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste concentram os maiores registros da doença, especialmente em áreas rurais e atividades agrícolas. Trabalhadores rurais e profissionais que realizam limpeza em depósitos, silos e galpões fechados são grupos de maior exposição. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos graves, a hantavirose pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular, demandando atendimento médico imediato.
Medidas Preventivas e Orientações
A SES orienta a população a evitar o acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos. É fundamental armazenar grãos e rações em recipientes fechados, vedar frestas em residências e depósitos, e ventilar ambientes fechados por, no mínimo, 30 minutos antes de realizar a limpeza. A recomendação é não varrer locais com sinais de roedores, preferindo o uso de pano úmido com solução desinfetante para prevenir a formação de aerossóis contaminados.
Em situações de risco ocupacional, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável, como máscaras PFF3, luvas, avental e óculos de proteção. A SES reforça a importância de ações contínuas de higiene, controle ambiental e comunicação em saúde, medidas já implementadas pelas equipes de vigilância no estado. Mato Grosso do Sul utiliza um sistema de vigilância com unidades sentinelas, o que agiliza a identificação de ameaças e a adoção de respostas.
O estado mantém um rigoroso monitoramento de doenças infecciosas, alinhado às recomendações de órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS). A gestão de saúde pública em Mato Grosso do Sul busca integrar políticas e ações, como exemplificado em simpósios sobre Saúde Única realizados em Campo Grande. O estado também tem se destacado em indicadores econômicos, como o número de ocupados e o rendimento médio, em 2026.


