O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11), a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Lula declarou que a data tem como objetivo principal não permitir que caia no esquecimento o nome daqueles que, segundo ele, foram responsáveis pelas mais de 700 mil mortes registradas no Brasil durante a pandemia. O petista questionou a inércia de entidades médicas em abrir processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus ministros e profissionais de saúde que promoveram o uso da cloroquina.
Durante o evento, o presidente Lula fez duras críticas à gestão da pandemia pelo governo anterior, citando a demora na compra de vacinas e as declarações de Jair Bolsonaro que insinuavam esquemas de corrupção em pedidos de aquisição. Lula enfatizou a necessidade de nomear os envolvidos nas decisões que levaram a tantas perdas, comparando o número de mortes pela Covid-19 ao total de baixas em diversas guerras. Ele alertou que aqueles que disseminaram desinformação durante a crise sanitária poderiam repetir o comportamento em futuras emergências. Nem o presidente nem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentaram os casos de hantavírus notificados no país.


