O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol, declarou nesta terça-feira (12) que se considera “elegível” para concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à Jovem Pan de Curitiba.
Confiança na Justiça e Alternativas
Dallagnol expressou confiança de que a Justiça reconhecerá sua elegibilidade. Ele ponderou que, caso não consiga concorrer, existem “excelentes nomes” para substituí-lo, garantindo que “prejuízo para a população paranaense não vai ter”. O ex-procurador criticou a possibilidade de decisões políticas em Brasília definirem os representantes do Paraná: “O que a gente não pode fazer é permitir que, no tapetão, pessoas de Brasília decidam quem vão ser os senadores do Paraná”, declarou.
Histórico de Cassação
Em maio de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, cassar o registro de candidatura de Dallagnol sob a alegação de tentativa de burlar a Lei da Ficha Limpa. Essa decisão resultou na perda de seu mandato na Câmara dos Deputados. Na época, o TSE considerou que Dallagnol cometeu irregularidade ao se desvincular do cargo de procurador da República enquanto respondia a processos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A análise da Justiça Eleitoral ocorreu após questionamentos sobre a regularidade do registro do ex-deputado para concorrer à Câmara, apresentados pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pelo PMN.
A decisão do TSE sobre a cassação do registro de candidatura de Dallagnol foi um marco que impactou sua trajetória política. A legislação eleitoral brasileira estabelece critérios rigorosos para a elegibilidade de candidatos, buscando garantir a probidade administrativa.
Embora Dallagnol afirme estar “elegível”, a decisão anterior do TSE permanece como um ponto de atenção jurídica para sua potencial candidatura em 2026. O debate sobre a elegibilidade de políticos cassados é recorrente no cenário eleitoral brasileiro.


