O juiz Francisco Soliman homologou a prisão de sete indivíduos na Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) em colaboração com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Os advogados de defesa solicitaram liberdade para a maioria dos presos, mas os processos foram encaminhados à magistrada responsável pela autorização das detenções.
Permanecem detidos o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese; o coordenador do serviço de tapa-buraco, Edvaldo Aquino; o superintendente da Sisep, Mehdi Talayeh; os servidores Erick Antônio Valadão e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt e Antônio Roberto Bittencourt.
A Operação Buraco Sem Fim, iniciada na manhã de terça-feira, cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão em Campo Grande. Durante as buscas, foram encontrados R$ 429 mil em dinheiro vivo, sendo R$ 186 mil em um endereço e R$ 233 mil em outro.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar sistematicamente a manutenção de vias públicas em Campo Grande. A atuação envolveria a manipulação de medições e a realização de pagamentos indevidos.
Conforme nota do MPE, “As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”.
Entre 2018 e 2025, a empresa investigada obteve contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02. A operação investiga fraudes em serviços de tapa-buraco na capital sul-mato-grossense. A investigação aponta para um esquema que lesou os cofres públicos em milhões de reais, afetando a qualidade da infraestrutura urbana.
A investigação sobre fraudes em contratos públicos em Campo Grande já resultou na prisão de diversos envolvidos, incluindo servidores públicos e empresários. A atuação do GECOC e do Gaeco visa coibir a corrupção e garantir a correta aplicação dos recursos públicos. Para mais detalhes sobre operações de combate à corrupção, consulte a cobertura sobre o coordenador de tapa-buraco preso em Campo Grande por fraude em contratos e a investigação que envolve o ex-secretário da Prefeitura de Campo Grande e diretor da Agesul.


