A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta crucial nesta segunda-feira (11) sobre a natureza do hantavírus, destacando que a contaminação é mais acentuada nas fases iniciais da infecção. Essa constatação justifica a adoção de medidas de quarentena para casos suspeitos, visando conter a disseminação do vírus. Olivier le Polain, chefe da unidade de epidemiologia e análise para a resposta da OMS, explicou durante uma transmissão online que a recomendação de isolamento se deve justamente à alta contagiosidade nos primeiros dias da doença.
Le Polain ressaltou que, devido ao período de incubação do hantavírus, a expectativa é de que novos casos surjam nas próximas semanas, reforçando a necessidade de vigilância contínua. A identificação, isolamento e atendimento rápidos de indivíduos que apresentem os primeiros sinais e sintomas são, portanto, essenciais. O alerta surge em meio a preocupações globais geradas pelo surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, que resultou na morte de três passageiros. Apesar da gravidade, a OMS assegura que a situação não se assemelha à escala da pandemia de Covid-19 iniciada em 2020, lembrando que o hantavírus, embora raro, não possui vacina nem tratamento específico.


