Keiko Fujimori (Fuerza Popular) e Roberto Sánchez (Juntos por el Perú) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial no Peru. Cerca de 27 milhões de eleitores peruanos retornarão às urnas em 7 de junho de 2026 para eleger o próximo mandatário.
Com 99,94% dos votos apurados, Sánchez garantiu a segunda posição, superando o candidato de extrema direita Rafael López Aliaga por uma margem de 18.799 votos. Keiko Fujimori liderou os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.
O pleito presidencial foi marcado por um recorde de 36 candidatos. Um dos presidenciáveis faleceu em março, em um acidente de carro. Além da disputa pela presidência, os peruanos elegeram 60 senadores, 130 deputados e cinco representantes do Parlamento Andino.
Perfil dos Candidatos
Keiko Fujimori, formada em administração de empresas pela Universidade Boston, é filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori. Ela foi a deputada mais votada da história do Peru em 2006, com 600 mil votos. Fujimori já concorreu à presidência em 2011, 2016 e 2021, perdendo no segundo turno em todas as ocasiões. Em outubro de 2018, enfrentou acusações e prisões preventivas no âmbito do escândalo da Odebrecht. Sua plataforma política inclui a expulsão de imigrantes e o estreitamento de laços com os Estados Unidos.
Roberto Sánchez é deputado federal no mandato de 2021 a 2026. Formado em psicologia, o candidato disputou vagas no Congresso e para a prefeitura de Hural sem sucesso em 2006. Foi nomeado secretário de Desenvolvimento Social de Hural em 2020 e preside o partido Juntos por el Perú desde 2017. Sánchez foi ministro do Comércio Exterior e Turismo em julho de 2021, sendo o único a permanecer após reformas ministeriais. Ele deixou o Executivo em dezembro de 2022, quando o então presidente Pedro Castillo foi destituído. Sánchez prometeu conceder indulto a Castillo e propõe a criação de uma nova constituição para o país.
A disputa eleitoral em 2026 segue acirrada, com os pré-candidatos intensificando suas agendas. O cenário político brasileiro também reflete tensões, com pesquisas indicando um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.


