O deputado federal Mário Frias (PL-SP) segue sem prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a destinação de emendas parlamentares a empresas ligadas à produção do filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. Há mais de um mês, oficiais de justiça tentam cumprir uma determinação do ministro Flávio Dino para intimar o parlamentar a explicar supostas irregularidades na liberação de R$ 2 milhões para a Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama, também à frente da Go Up Entertainment, produtora do longa.
A denúncia, apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) em março deste ano, acusa Frias de ter direcionado os recursos para a ANC, que teria ligações com a produtora do filme. Segundo os autos, oficiais de justiça compareceram ao gabinete de Frias na Câmara dos Deputados em pelo menos três ocasiões entre março e abril, mas foram informados por assessores que o parlamentar estaria em São Paulo, em compromissos de campanha, sem que demonstrassem interesse em fornecer sua agenda. Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon, também citados na denúncia e intimados por Dino, já apresentaram suas defesas.


