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    Eduardo Bolsonaro Nega Recebimento de Fundos do Banco Master para Custear Despesas nos EUA

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    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro refutou nesta quinta-feira (14 de maio de 2026) as suspeitas de que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria custeado suas despesas nos Estados Unidos através de um fundo sediado no Texas. Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro classificou a informação como “tosca” e uma “tentativa de assassinato de reputação”.

    A Polícia Federal (PF) suspeita que recursos ligados a Vorcaro foram empregados para cobrir os gastos do ex-parlamentar em solo americano, conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo. A agência Intercept Brasil revelou a troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, indicando um repasse do banqueiro ao Havengate Development Fund LP, via Entre Investigações e Participações. Este fundo está associado à produção do filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo o Intercept Brasil, o escritório de advocacia de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, atua como agente legal do Havengate Development Fund LP. Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro declarou que o escritório de Calixto é responsável pela “gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” do projeto cinematográfico. Ele também mencionou ter apresentado Calixto ao deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, que buscava investidores.

    Eduardo Bolsonaro detalhou os pontos em sua publicação:

    1. “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido, o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório, expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem.”
    2. “Falam do advogado que cuidou de todos os detalhes como se ele fosse um mero escritório de migração, não é. O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido à necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos.”
    3. “Nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores. O escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos. Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas que não conheço?”
    4. “O filme não é um produto inexistente ou um serviço fake de advocacia, é um produto real com grandes estrelas.”
    5. “Todos os investimentos foram feitos nos EUA porque a produção foi americana, com atores americanos. Além do mais, devido ao estado de exceção, ninguém se arriscaria a investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe, como faziam. Investimento nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição séria.”
    6. “Que tipo de vantagem nossa família poderia dar na época além de perseguição da tirania?”

    As declarações surgem em meio a um contexto de investigações sobre o Banco Master. O Senador Carlos Viana pediu a criação de uma CPMI para apurar as atividades da instituição. Paralelamente, o deputado Mário Frias admitiu o recebimento de fundos do Banco Master para o filme de Jair Bolsonaro.

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