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Quinta-feira, 14 Maio, 2026
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    Justiça Eleitoral Cassa Mandato de Vereador em Corumbá por Compra de Votos; Vaga Permanece no PSB

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    A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato e o cancelamento dos votos do vereador Matheus Cazarin (PSB), em Corumbá, por compra de votos. Apesar da decisão, a vaga na Câmara Municipal permanecerá com o PSB, conforme apuração baseada em novas contas de distribuição de cadeiras.

    A sentença, proferida pelo juiz da 7ª Zona Eleitoral de Corumbá, Idail de Toni Filho, prevê a anulação dos votos de Cazarin e a necessidade de uma nova contagem para a alocação das vagas. O vereador foi multado em R$ 53.205,00 e poderá recorrer da decisão. Caso não consiga reverter o julgamento, a vaga será preenchida pelo suplente Pietro Cândia.

    Inicialmente, pelas contas das sobras eleitorais, a vaga seria destinada ao MDB, que obteve 4.841 votos. No entanto, como o primeiro suplente do MDB não alcançou o mínimo de 668 votos (20% do quociente eleitoral de 3.342), o partido não tem direito à segunda cadeira. Após o MDB, o PSB figura como o partido com o maior número de votos nas sobras, totalizando 6.720, mesmo desconsiderando os votos de Cazarin.

    O Caso de Compra de Votos

    O Ministério Público Eleitoral, representado pelo promotor Rodrigo Corrêa Amaro, solicitou a cassação do mandato após o flagrante de irregularidades. A investigação apontou que o numerário apreendido não se destinava à prestação de serviços de campanha, mas sim à obtenção direta de votos.

    Segundo a denúncia, Matheus Cazarin arquitetou o expediente ilícito com sua irmã, Laura Cristinne Vieira Pereira Guedes, e outras lideranças. O MP Eleitoral sustentou que as condutas ocorreram com a participação e anuência do representado, que tinha conhecimento e registrava os eleitores cooptados, sendo responsável pela transferência de dinheiro à sua ajudante.

    Em 25 de setembro, a Polícia Federal flagrou uma mulher em atitude suspeita em Corumbá, portando 172 folhas de recibos preenchidos à mão, R$ 3.650,00 em espécie nominalmente divididos, e 79 folhas com dados de eleitores. A mulher identificou-se como irmã do candidato a vereador. Durante a abordagem, ela confirmou estar realizando o pagamento de cabos eleitorais do irmão.

    A polícia também observou duas mulheres saindo de uma residência em um carro adesivado com a propaganda de Cazarin. Em uma das casas visitadas, uma pessoa assinou o que a polícia considerou um recibo. A suspeita relatou que os contratados realizavam a entrega de panfletos.

    A decisão de cassação de mandatos por compra de votos é um tema recorrente na justiça eleitoral, impactando a integridade do processo democrático. O juiz de Corumbá, ao proferir a sentença, reforça a importância do combate a essas práticas ilícitas.

    O cenário político em Corumbá e no Mato Grosso do Sul tem sido palco de diversas disputas e investigações. A resolução deste caso é um desdobramento importante para a composição da Câmara Municipal, com implicações para as futuras eleições de 2026, onde a confiança no sistema eleitoral é fundamental.

    O caso do Banco Master, que envolve investigações sobre financiamento de filme e acusações contra figuras políticas, também tem gerado grande repercussão, evidenciando a necessidade de transparência e rigor nas ações de financiamento político. A revelação de mensagens sobre um acordo de financiamento levanta questões sobre a origem e o destino de recursos em campanhas e projetos políticos.

    Enquanto isso, o debate sobre igualdade salarial entre gêneros avança no Supremo Tribunal Federal (STF), com um julgamento crucial que pode impactar significativamente as relações de trabalho e a equidade no mercado.

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