O Ministério da Defesa russo anunciou neste domingo (17) que seus sistemas antiaéreos interceptaram 556 drones ucranianos em uma série de ataques coordenados que atingiram diversas regiões do país durante a noite de sábado e a madrugada de domingo. Os bombardeios, que segundo Moscou foram lançados por Kiev, resultaram em quatro mortes e danos significativos em infraestruturas e residências, especialmente nas imediações da capital, Moscou, e na região de Belgorod, próxima à fronteira com a Ucrânia.
Em resposta às acusações e à escalada da violência, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou os ataques como “completamente justificados”, citando os recentes bombardeios russos contra cidades e comunidades ucranianas, que teriam deixado ao menos 24 mortos em Kiev. Zelensky reiterou nas redes sociais que a Ucrânia está enviando uma mensagem clara à Rússia: “seu Estado deve acabar com a guerra”. Enquanto a Força Aérea ucraniana reportou a interceptação de 279 drones russos de um total de 287 lançados, o Ministério da Defesa russo detalhou que as 556 interceptações ocorreram em 14 regiões russas, além da Crimeia anexada e dos mares Negro e de Azov, em um dos episódios de maior intensidade desde o início do conflito em fevereiro de 2022.


