A primeira turma do curso “Protege MS: Fortalecimento dos Organismos de Políticas Públicas para Mulheres” encerrou suas atividades, qualificando gestoras e equipes de Mato Grosso do Sul. A iniciativa visa aprimorar o atendimento, humanizar os serviços e tornar as políticas públicas mais efetivas para mulheres em todos os municípios do estado.
A formação aprofundou conhecimentos sobre enfrentamento à violência, elaboração de projetos, articulação institucional e fortalecimento das redes de atendimento. As participantes esperam que o impacto se reflita diretamente na vida das mulheres atendidas nos territórios.
Prioridade no Fortalecimento das Gestoras
A Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, enfatizou a prioridade da gestão no fortalecimento das gestoras municipais. Ela destacou a importância dessas profissionais no atendimento direto.
“Vocês são ponto de referência para essas mulheres. São responsáveis pelo atendimento, pela articulação e pelo fortalecimento das políticas públicas em cada município. O que esperamos é colher os frutos dessa formação em cada território, com políticas mais fortalecidas e mulheres mais protegidas”, afirmou Bailosa.
Base Comum de Conhecimento e Autonomia
A ex-ministra das Mulheres e facilitadora da formação, Cida Gonçalves, explicou o propósito do curso. Ela buscou uniformizar o conhecimento entre gestoras com diversas experiências e realidades.
“A formação buscou colocar todas na mesma página em relação aos conceitos, à gestão e às estratégias de atuação. Trabalhamos desde violência de gênero até elaboração de projetos e planejamento. Isso fortalece a atuação delas nos municípios”, pontuou Gonçalves.
Gonçalves também ressaltou a meta de conceder maior autonomia às gestoras. Elas devem estruturar ações e buscar recursos que transformem a realidade local.
“Quando você tem projeto, planejamento e metas definidas, consegue construir parcerias, acessar recursos e fortalecer os serviços oferecidos às mulheres. Isso impacta diretamente no atendimento e na proteção dessas mulheres”, destacou.
Impacto Direto nos Municípios
Participantes confirmam a percepção de impactos concretos nos municípios. Maria Odete Leite dos Santos, Secretária de Governo e responsável pela Coordenadoria da Mulher em Caracol, relatou uma ampliação de seu entendimento.
“Hoje vejo a necessidade de termos um espaço específico para atendimento dessas mulheres e também ações voltadas à autonomia financeira delas. Muitas permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor”, afirmou Santos.
Ela defende que políticas públicas devem criar caminhos para a independência e proteção.
“Precisamos investir em qualificação profissional, cursos e inserção no mercado de trabalho. A independência financeira faz diferença na vida dessas mulheres”, disse.
Em Ivinhema, Maria de Fátima Moura, Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, apontou que a formação trouxe maior segurança para a atuação.
“O curso esclareceu muitas dúvidas sobre o papel da coordenadoria da mulher e fortaleceu nosso conhecimento. Isso nos ajuda a trabalhar com mais segurança e também a busca”, destacou Moura.


