O Palácio do Planalto trabalhará para manter o conteúdo acertado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6×1. Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, afirmou a posição nesta terça-feira (26). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), firmaram o acordo na segunda-feira (25).
“Vamos tentar manter o texto do acordo feito na Câmara”, disse Wagner a jornalistas no período da manhã. A declaração ocorre após representantes da classe empresarial iniciarem articulações no Senado para promover mudanças no texto, mesmo antes de sua aprovação na Câmara dos Deputados. A indústria pressiona o Senado por alterações na PEC.
O texto resultante do acordo entre Motta e Lula representa um meio-termo entre as regras atuais e o conteúdo original de duas PECs que tramitam na Câmara. Os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) são os autores das propostas. O projeto, cujo relatório foi lido na segunda-feira (25) na comissão especial, estabelece uma carga semanal máxima de 40 horas. A transição para este novo modelo durará 14 meses e veda qualquer redução salarial.
A expectativa é que a proposta seja votada na Câmara ainda nesta semana. Após a aprovação na Câmara, o texto precisará do aval do Senado.
Outros Temas
Jaques Wagner também minimizou eventuais problemas com o governo após a derrota imposta pelo Senado à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. “Minha relação está ótima”, falou Wagner. O acordo entre Câmara e Executivo marca um ponto significativo na agenda legislativa.


