Os pré-candidatos à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), intensificaram suas críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última terça-feira (2). Eles utilizaram a proposta de imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos como um palanque eleitoral. Ambos responsabilizaram a diplomacia brasileira e o Itamaraty pela situação, alegando falha na defesa dos interesses nacionais.
Estados Unidos Propõem Tarifas e Políticos Reagem
O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) recomendou a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos do Brasil. Esta medida conclui uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do país, conforme a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA propõem as tarifas de 25% ao Brasil por um suposto “retrocesso” anticorrupção.
Romeu Zema manifestou sua posição em um vídeo divulgado nas redes sociais. “Isso não aconteceu por acaso. O governo Lula falhou na diplomacia e não conseguiu defender os interesses do Brasil. Agora o país corre contra o relógio para tentar evitar esse tarifaço. A Casa Branca está vendo um Brasil que perdeu credibilidade e tem menos segurança jurídica, abertura comercial e força para negociar”, declarou Zema.
O ex-governador de Minas Gerais também comentou um vídeo da embaixada iraniana, que mostrava o Cristo Redentor lutando contra a Estátua da Liberdade. Zema afirmou que “Cristo jamais lutaria contra a Liberdade” e completou: “quem luta contra a Liberdade são exatamente os amigos ditadores do Lula”.
Caiado Critica Itamaraty e União Antipetista
Ronaldo Caiado criticou a política externa brasileira, afirmando que o Itamaraty, sob a gestão do PT, “perdeu o caráter de política de Estado”. “A chancelaria brasileira sempre foi uma referência mundial, mas de repente tomou um lado ideológico e trabalhou para romper esse relacionamento com os Estados Unidos“, disse Caiado em coletiva de imprensa durante a Megaleite 2026, em Belo Horizonte (MG). No evento, ele se encontrou com Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
Os três políticos discutiram a união contra o PT. Zema e Caiado consideram uma possível aliança para um segundo turno nas eleições de 2026. As assessorias dos pré-candidatos, no entanto, negam a existência de um acordo formal focado no antipetismo e na candidatura de Lula. Lula, por sua vez, cobrou explicações de Trump sobre as tarifas propostas.
Outro ponto de convergência entre Zema e Caiado foi a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA. Ambos os pré-candidatos apoiaram a decisão do governo americano. A classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA divide opiniões entre os brasileiros.
Os pré-candidatos evitaram mencionar Flávio Bolsonaro especificamente no contexto das tarifas impostas pelos EUA.


