O prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes, saiu em defesa do irmão, Selmo Abrantes, após a prisão deste por receptação de combustível na quarta-feira, 10 de junho. Em um vídeo divulgado publicamente, o chefe do executivo municipal atribuiu a detenção a uma suposta “politicagem”, afirmando ser ele o verdadeiro alvo da ação por sua posição política.
Celso Abrantes expressou profunda chateação com as publicações que, segundo ele, difamam a imagem de seu irmão. “Eu estou acostumado a receber pancada, mas meu irmão não. Todo mundo conhece o caráter dele e ele é amigo de todo mundo”, declarou o prefeito, sugerindo que as críticas são direcionadas a ele por sua posição política e atingem Selmo injustamente.
Em sua manifestação, o prefeito minimizou a gravidade da prisão, classificando o ato como uma “contravenção” e não um crime propriamente dito. Ele argumentou que o recebimento de combustível é uma prática comum na empresa da família. “Quem trouxe o óleo aqui foi os próprios caminhões que trazem, com nota e tudo da transportadora. Isso aí a justiça que deve saber como saiu este combustível da transportadora, sem nota”, afirmou Celso Abrantes, transferindo a responsabilidade da irregularidade para a origem do produto.
A prisão de Selmo Abrantes ocorreu em um imóvel na Rua Afonso Pena, endereço onde o próprio prefeito Celso Abrantes reside. A Polícia Civil agiu após receber denúncias de que parte de uma carga de combustível estaria sendo desviada antes de chegar ao seu destino final. A investigação levou ao monitoramento de um caminhão, que culminou na chegada da polícia ao local da detenção. O prefeito esclareceu que seu irmão é responsável pela administração dos maquinários da família desde sua eleição.
Durante a operação, o motorista do caminhão foi autuado em flagrante por furto qualificado. Selmo Abrantes, por sua vez, foi indiciado pelo crime de receptação, que consiste em adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime.


