O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) tornou-se alvo de uma controvérsia nas redes sociais após ser acusado de homofobia. O incidente ocorreu neste fim de semana, quando o parlamentar utilizou um grupo de WhatsApp para debater com um eleitor. A discussão escalou para o uso de linguagem e imagens consideradas ofensivas e discriminatórias.
Início da Controvérsia
A situação teve início após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, quando o deputado publicou um vídeo no grupo. No material, Nogueira declarou que agora “entraria em campo para varrer o PT do Brasil”. Um integrante do grupo criticou a fala do deputado, iniciando o bate-boca.
O eleitor confrontou o parlamentar, afirmando: “Você teve quatro anos para fazer alguma coisa, seu borra-botas do caramba, e não fez nada. Fica com essa conversinha aí que vai varrer. Vai varrer o que? Você não representa ninguém não, você está de brincadeira”.
Respostas e Acusações de Homofobia
Em resposta ao comentário, o deputado Rodolfo Nogueira enviou a imagem de um veado, acompanhada da frase: “calma viadinho”. Em seguida, ele postou outra figurinha que mostrava um homem, aparentemente sob efeito de entorpecentes, com a legenda: “petista, minuto antes de publicar a sua opinião”.
O eleitor reagiu às postagens, declarando em áudio: “burro é quem cai na sua ladainha, cidadão. Você fica mamando na teta ai e você acha que vai ficar mais quatro anos aí cara. Quem está falando aqui foi um eleitor que foi iludido por você. Você é pilantra, rapaz. Você está de brincadeira”.
Nogueira retrucou, chamando o eleitor de “pilantra” e questionando: “ficou brava?”. Ele então postou novamente a figura de um veado, seguida por outra figurinha com a frase: “o viadim engraçado”.
Alertas e Ameaças
O eleitor alertou o deputado sobre a necessidade de cuidado com as postagens, mencionando a esposa do parlamentar, Gianni Nogueira, que é vice-prefeita e pré-candidata a deputada estadual nas eleições de 2026. “Vai lá cara, não perde tempo comigo não. Você tem mais o que fazer. Precisa empregar sua esposa aí. Agora, cara, você não aguentar a realidade da população, você está de brincadeira… a população não precisava nem deixar de votar em você. Se você fosse homem, você renunciaria a este cargo que você conseguiu. Você está de brincadeira, rapazinho”, rebateu o eleitor.
O deputado Rodolfo Nogueira afirmou que iria “levantar o CPF” do eleitor, a quem reiterou o termo “pilantra”, para saber “quem ele deve”. A sequência de postagens incluiu mais uma figurinha, com os dizeres: “se ele não é gay, o namorado dele é”.
Implicações Legais
A conduta do deputado pode configurar crime de homofobia, cuja pena varia de um a três anos de reclusão e multa. Se o ato for cometido por meios de comunicação ou redes sociais, a pena pode ser estendida para até cinco anos de reclusão. O caso foi divulgado pela fonte Investiga MS.


