Donald Trump, presidente dos EUA, ordenou ataques contra o Irã. Ele comunicou a decisão ao Congresso em carta na segunda-feira (2). Trump justificou a ação para “neutralizar atividades malignas” de Teerã. As informações são do The New York Times.
A carta, não classificada, cumpre exigência legal sobre poderes de guerra. Trump afirmou que busca manter congressistas “totalmente informados”. A ação foi realizada em conjunto com Israel no sábado (28). O objetivo, segundo ele, é defender interesses dos EUA.
A operação visa “eliminar” a ameaça global do Irã. Trump alegou também “autodefesa coletiva” dos aliados, incluindo Israel. O foco principal foi o arsenal de mísseis, programa nuclear e marinha iraniana. A carta não menciona planos para derrubar a liderança do país.
Israel já se preparava para atacar o Irã, segundo Trump. O ataque ocorreria “com ou sem” apoio dos EUA. Contra-ataques iranianos teriam as tropas dos EUA como alvo. A operação não envolveu força terrestre, confirmou o documento.
Trump indica que os EUA podem se envolver em ação militar prolongada. “Não é possível saber a duração total das operações necessárias”, afirmou. O Congresso deve analisar resoluções para impedir Trump de agir sem aprovação. Republicanos, maioria nas Casas, devem barrar os projetos.
A operação conjunta começou com fumaça em Teerã, no sábado. Israel classificou os ataques como preventivos. Trump anunciou as operações em vídeo na Truth Social. O objetivo declarado é “eliminar ameaças iminentes”.
Fumaça foi vista no distrito de Pasteur, local da residência do aiatolá. Houve forte esquema de segurança na capital iraniana. EUA e Israel afirmam que atacaram locais militares do Irã. O exército israelense alertou iranianos a se afastarem dessas áreas.
No sul do Iraque, um bombardeio atingiu base militar pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, informaram autoridades. Explosões foram ouvidas perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque. Jornalistas da AFP relataram o incidente.
Fonte: The New York Times.


