O Tribunal Regional Eleitoral de MS (TRE-MS) condenou 15 políticos. Eles foram acusados de abuso de poder econômico em Aral Moreira nas eleições de 2024.
A decisão de primeira instância foi mantida por unanimidade. Entre os condenados estão Vera Cruz (PSDB), ex-candidata à prefeitura. Também foram condenados os vereadores Camilla Fatala (Podemos), Liquinho (Podemos) e Adriana Veron (PSDB).
Segundo o relator, desembargador Sérgio Fernandes Martins, o evento teve estrutura irregular. Houve fornecimento de comida e participação coordenada de candidatos. Desembargadores entenderam que houve tentativa de influenciar eleitores.
A decisão atinge o então prefeito Alexandrino Arevalo Garcia. As candidatas a prefeita e vice, Vera Cruz e Valdirene Regis Soligo, também foram condenadas. Vários candidatos a vereador também foram atingidos.
A condenação ainda cabe recurso. O trio de vereadores só perde o mandato após o trânsito em julgado. A denúncia aponta evento político com comida e bebida na aldeia indígena Guassuty.
Os candidatos teriam feito promessas de campanha. Tudo foi custeado para angariar votos, segundo a denúncia. “Provas mostram que houve evento político com oferta de almoço e refrigerante”, diz a denúncia.
A defesa alegou falta de provas. Eles afirmam que a ação foi realizada por instituição religiosa. A defesa argumenta que não houve captação ilícita de sufrágio.
Fotos mostram almoço preparado por buffet especializado. Um indivíduo com botton da coligação auxiliava. Vídeos mostram candidatos pedindo votos com apoio do então prefeito e líder da aldeia.
Após os discursos, os candidatos serviram a comunidade. Moradores faziam fila para receber comida e refrigerante. Alguns indígenas seguravam bandeiras da coligação.
Na avaliação do promotor, a conduta demonstra abuso de poder econômico.
Fonte: Investigams


