Um ataque a tiros nas pirâmides de Teotihuacán, no México, na última segunda-feira (20), resultou na morte de uma turista canadense e deixou ao menos 13 feridos. O atirador, identificado como Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, tirou a própria vida após o incidente, ocorrido por volta das 11h20, momento de grande movimento no ponto turístico.
Entre os feridos estão duas brasileiras, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Uma adolescente de 13 anos já recebeu alta hospitalar e está com a família. A outra vítima, uma mulher de 55 anos, permanece internada, mas em estado estável e fora de risco.
Além das brasileiras, o ataque feriu ao menos 11 pessoas de diferentes nacionalidades, incluindo americanos, colombianos, um russo e uma holandesa.
Investigação e Reações
O procurador do Estado do México, José Luis Cervantes, afirmou em entrevista coletiva ao lado de Sheinbaum que o ataque "não foi espontâneo". Cervantes detalhou que o suposto autor "visitou previamente em várias ocasiões a zona arqueológica", localizada a menos de uma hora de carro da Cidade do México, e "se hospedou em hotéis próximos" para planejar a agressão.
As autoridades mexicanas abriram investigação para apurar a motivação do crime e anunciaram reforço na segurança da região. O Itamaraty informou que presta assistência consular às vítimas brasileiras e suas famílias.
O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, manifestou "preocupação e tristeza" com o ataque. Johnson escreveu no X: "Estamos prontos para apoiar no que for necessário enquanto as autoridades mexicanas continuam com a investigação. Nossas orações estão com as pessoas afetadas e suas famílias."
Com informações de Eliseu Caetano e AFP.


