A deputada federal Camila Jara (PT-MS) encontra-se no centro de uma nova controvérsia na Câmara dos Deputados, com o deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) cobrando publicamente a abertura de processos e punições em duas denúncias de agressão que pesam contra ela. As acusações, que tramitam no Conselho de Ética, envolvem supostos incidentes com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e com o secretário-geral da Mesa Diretora da Casa, Lucas Ribeiro.
A primeira denúncia, apresentada em agosto de 2025 por PL e NOVO, refere-se a uma suposta agressão contra Nikolas Ferreira durante um episódio de obstrução da Mesa Diretora. O segundo caso, registrado em dezembro do ano passado, acusa Jara de agredir Lucas Ribeiro em meio à confusão que envolveu a suspensão do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
Em sua defesa, Camila Jara negou as agressões em ambos os casos. No incidente mais recente, ela afirmou ter agido em defesa de jornalistas e parlamentares durante um tumulto generalizado, recebendo a representação com “indignação”, conforme divulgado à época.
Van Hattem utilizou as redes sociais para criticar o que chamou de “blindagem” da Câmara Federal à parlamentar petista. Ele comparou a situação de Jara e de Rogério Correia (PT-MG), também citado por ele como agressor, com a de outros deputados, incluindo ele mesmo, Marcos Pollon (PL-MS) e Zé do Trovão (PL-SC), que podem ser suspensos por uma “ocupação pacífica” da Mesa Diretora em defesa da anistia. “Já os petistas agressores, como Camila Jara (PT-MS) e Rogério Correia, seguem intocáveis, sem sequer processo aberto contra eles. Por que este tratamento desigual?”, indagou o deputado do NOVO.


