O navio de cruzeiro MV Hondius, com suspeita de um foco de hantavírus a bordo, teve sua atracação impedida no porto da Praia, capital de Cabo Verde. A decisão visa proteger a população local de um potencial risco à saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou três mortes associadas a um possível surto da doença em um cruzeiro no Atlântico.
A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) de Cabo Verde, Maria da Luz Lima, declarou à Rádio de Cabo Verde que, “Em coordenação com outras autoridades (…), não foi concedida ao navio autorização para atracar no porto de Praia”.
O MV Hondius viajava entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde. A OMS informou que, até o momento, um caso de infecção por hantavírus foi confirmado em laboratório, com outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três faleceram e uma encontra-se em unidade de terapia intensiva na África do Sul.
O hantavírus, transmitido por roedores, pode causar síndromes respiratórias agudas com risco de evolução fatal. Embora raro, o vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa, conforme indicou a OMS. No Brasil, a hantavirose manifesta-se predominantemente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro clínico grave que afeta os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae e tem roedores silvestres como reservatórios naturais.
A transmissão para humanos ocorre majoritariamente pela inalação de aerossóis contaminados por excretas de roedores. O contato direto com mucosas, ferimentos na pele ou mordidas de roedores também são vias de contágio. A transmissão interpessoal, embora incomum, já foi documentada em países como Argentina e Chile.
Para mais informações sobre surtos e doenças, consulte a matéria sobre o cruzeiro com suspeita de hantavírus e a confirmação de mortes pela OMS. Acompanhe também as atualizações sobre Chikungunya em MS, com 5.214 casos confirmados e 14 óbitos registrados em 2026.


