A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou cautela em relação ao “Projeto Liberdade”, iniciativa liderada pelos Estados Unidos que visa escoltar embarcações comerciais em zonas de risco no Oriente Médio. Em comunicado oficial, a entidade reconheceu ter conhecimento dos relatos sobre o projeto, mas ressaltou a ausência de informações concretas para uma avaliação completa. A OMI reiterou suas recomendações para que os navios mantenham máxima prudência na região, alertando que escoltas navais isoladas não configuram uma estratégia sustentável a longo prazo. Para a organização, a única via eficaz para garantir a segurança dos trabalhadores marítimos e mitigar os desafios logísticos e de segurança alarmantes na área passa pela desescalada das tensões e a busca por um acordo duradouro.
A OMI celebrou a crescente atenção dedicada aos marinheiros inocentes que se encontram em situação de vulnerabilidade devido ao conflito regional. Estima-se que cerca de 800 embarcações, incluindo petroleiros, graneleiros e porta-contêineres, estejam retidas, especialmente no Estreito de Ormuz. Com uma média de 25 tripulantes por navio, aproximadamente 20 mil marinheiros estão diretamente afetados nesta localidade. O número total de embarcações impactadas em todo o Golfo Pérsico ultrapassa 3 mil, elevando significativamente o contingente de profissionais marítimos em risco. Embora a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) já tenha facilitado a repatriação de cerca de 450 profissionais, a OMI adverte que a vasta maioria continua exposta a perigos.


