A Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (07), o Projeto de Lei (PL) que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, popularmente conhecido como PL das Terras Raras. A proposta, que recebeu apoio do presidente Lula para impulsionar negociações internacionais, enfrentou resistência interna na bancada da Federação PSOL/Rede. Parlamentares de esquerda debateram até o último momento sobre a votação do texto-base.
O projeto prevê incentivos financeiros bilionários para o setor de mineração, a instituição de um conselho para monitorar acordos internacionais e o aumento do controle governamental sobre empresas exploradoras de minérios. O presidente Lula defendeu a aprovação do PL como estratégia para fortalecer as negociações internacionais de minerais críticos, especialmente em virtude da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na Casa Branca.
Fontes indicam que membros da Federação PSOL/Rede expressaram receio de que um voto contrário ao projeto pudesse ser interpretado como uma oposição direta ao presidente Lula. Simultaneamente, alas da esquerda argumentaram pela necessidade de aprofundar o debate sobre os impactos ambientais e sociais da exploração mineral, com particular atenção aos povos indígenas.
A aprovação do PL das Terras Raras ocorre em um contexto de intensas discussões diplomáticas, como a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, onde temas como minerais estratégicos e tarifas de importação foram discutidos. A criação de um grupo de trabalho sobre tarifas foi um dos resultados dessa agenda.


