O Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Mato Grosso do Sul está avaliando a possibilidade de lançar uma candidatura própria para o governo do estado em 2026. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda, Cadu Gomes.
“Devemos ter candidatura própria. Vamos definir isso este mês. Temos três nomes em debate”, declarou Gomes à reportagem. Ele adiantou que os pré-candidatos em estudo incluem empresários e advogados, mas optou por não divulgar os nomes neste momento.
Gomes afirmou que o partido também apresentará candidatos a deputado federal e estadual. Questionado sobre um possível apoio a Fábio Trad (PT), outro nome de esquerda na disputa, Cadu Gomes focou na estratégia interna: “Nesse momento, só estou pensando na nossa candidatura.” A declaração ocorreu após ser indagado sobre a possibilidade de apoiar Eduardo Riedel (PP) ou de não apresentar candidato ao governo.
As relações políticas entre Cadu Gomes e a família Trad, que já apresentavam tensões, foram agravadas pela recente filiação de Marquinhos Trad ao Partido Verde (PV) para concorrer a deputado federal. Cadu Gomes chegou a manifestar intenção de questionar judicialmente a validade do mandato, em decorrência da mudança.
Durante o período da janela partidária, Cadu Gomes foi visto em conversas com as lideranças do União Brasil e do PL, incluindo Reinaldo Azambuja. Esses encontros, segundo relatos, afastaram ainda mais o PDT do grupo político de Fábio Trad. O grupo petista interpreta que o PDT estaria alinhado com o grupo de Riedel, embora não oficialize uma aliança por divergências ideológicas. Por outro lado, o grupo de Riedel nega qualquer acordo com o PDT.
As discussões sobre alianças e candidaturas para as eleições de 2026 estão em pleno desenvolvimento no cenário político de Mato Grosso do Sul. O estado tem se destacado em diversas áreas, como comprovam os rankings nacionais em capital humano e desigualdade de renda, além de iniciativas para fortalecer conselhos de juventude e combater a fome.


