O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou nesta segunda-feira (11) mais um capítulo de sua série de vídeos satíricos intitulada “Os Intocáveis”. A nova produção ataca figuras políticas e do judiciário brasileiro, com foco especial no senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O vídeo retrata uma conversa fictícia entre Ciro Nogueira e o ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero. A operação apura supostos esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados à instituição financeira. Na sátira, Nogueira questiona o valor de sua “história” em troca de propina, ao que Vorcaro responde com a oferta de “seis milhões na sua conta agora”. Nogueira, na encenação, aceita a proposta.
A série também satiriza ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alexandre de Moraes é retratado “pressionando” Vorcaro a realizar uma delação premiada. O ministro Dias Toffoli é representado sendo atingido por bolas, simbolizando a suposta derrota em um caso relacionado ao Banco Master. Toffoli era relator do caso e se declarou suspeito em 11 de março, citando “motivo de foro íntimo” e determinando o encaminhamento do processo à Presidência do STF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também é alvo de Zema. Em uma cena, o ex-governador lança uma tortada no rosto de Lula após este responder incorretamente sobre os maiores casos de corrupção do Brasil. A série, publicada desde 23 de fevereiro, já abordou outras figuras, como o ministro Gilmar Mendes.
A decisão do STF sobre a suspensão da Lei da Dosimetria, que gerou debates sobre ativismo judicial, foi criticada por figuras políticas. A atuação do STF em casos de repercussão nacional tem sido um ponto de atenção no cenário político brasileiro em 2026.
Nogueira já foi tema de notícias relacionadas à sua defesa em casos envolvendo o Banco Master, com o advogado Kakay tendo deixado sua defesa. A atuação de políticos e seus envolvimentos em investigações continuam a pautar o debate público.
A série de vídeos de Zema busca criticar o que ele percebe como um sistema de poder fechado e inacessível. A publicação mais recente reforça essa abordagem, utilizando a sátira como ferramenta de comunicação política.


