A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Dourados perdeu o prazo legal para concluir a investigação sobre a vereadora Isa Marcondes (Republicanos). O não cumprimento do cronograma pode resultar na isenção da parlamentar de qualquer punição.
Prazo Expirado Sem Conclusão da Investigação
De acordo com o regimento interno, a comissão dispunha de 90 dias, a contar de 5 de fevereiro, data do protocolo da denúncia, para finalizar o processo investigatório. O prazo limite era 5 de maio de 2026. No entanto, a investigação não foi concluída, e a vereadora Isa Marcondes nem chegou a ser ouvida formalmente, nem o caso foi encerrado pelos membros da comissão.
Alegações Contra a Vereadora
A investigação teve início após servidores públicos protocolarem um pedido, alegando que a vereadora Isa Marcondes teria adentrado, sem a devida autorização, em área destinada ao repouso de profissionais de saúde. Foi relatado que ela realizou gravações sem o consentimento dos presentes, expondo os trabalhadores. Os servidores solicitaram uma apuração rigorosa e a adoção das medidas administrativas, civis e legais pertinentes, visando resguardar os direitos trabalhistas, a privacidade, a imagem e a dignidade dos profissionais, além de coibir a repetição de condutas similares.
A vereadora Isa Marcondes é investigada por possível quebra de decoro parlamentar. Na época da abertura do processo, 16 vereadores votaram a favor da investigação, enquanto apenas três se posicionaram contrários: Daniel Júnior (PP), Adilson Freitas e Edson Antônio.
Este caso levanta questões sobre a eficiência dos processos internos de investigação em órgãos legislativos. A perda de prazos pode comprometer a credibilidade e a efetividade dos mecanismos de controle e fiscalização, como ocorreu em outras situações de fraudes em contratos investigadas em Campo Grande.
A demora na conclusão de processos éticos pode gerar questionamentos sobre a imparcialidade e a agilidade do sistema, afetando a confiança pública nas instituições. A situação em Dourados pode ser comparada a investigações que resultaram na exoneração de um diretor da Agesul após a Operação GECOC.
A falta de conclusão dentro dos prazos estabelecidos pode criar um precedente que necessita de análise para garantir a integridade dos processos futuros.


