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Domingo, 28 Junho, 2026
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    Comissão de Ética da Câmara de Dourados Perde Prazo e Pode Livrar Vereadora de Punição

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    A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Dourados perdeu o prazo legal para concluir a investigação sobre a vereadora Isa Marcondes (Republicanos). O não cumprimento do cronograma pode resultar na isenção da parlamentar de qualquer punição.

    Prazo Expirado Sem Conclusão da Investigação

    De acordo com o regimento interno, a comissão dispunha de 90 dias, a contar de 5 de fevereiro, data do protocolo da denúncia, para finalizar o processo investigatório. O prazo limite era 5 de maio de 2026. No entanto, a investigação não foi concluída, e a vereadora Isa Marcondes nem chegou a ser ouvida formalmente, nem o caso foi encerrado pelos membros da comissão.

    Alegações Contra a Vereadora

    A investigação teve início após servidores públicos protocolarem um pedido, alegando que a vereadora Isa Marcondes teria adentrado, sem a devida autorização, em área destinada ao repouso de profissionais de saúde. Foi relatado que ela realizou gravações sem o consentimento dos presentes, expondo os trabalhadores. Os servidores solicitaram uma apuração rigorosa e a adoção das medidas administrativas, civis e legais pertinentes, visando resguardar os direitos trabalhistas, a privacidade, a imagem e a dignidade dos profissionais, além de coibir a repetição de condutas similares.

    A vereadora Isa Marcondes é investigada por possível quebra de decoro parlamentar. Na época da abertura do processo, 16 vereadores votaram a favor da investigação, enquanto apenas três se posicionaram contrários: Daniel Júnior (PP), Adilson Freitas e Edson Antônio.

    Este caso levanta questões sobre a eficiência dos processos internos de investigação em órgãos legislativos. A perda de prazos pode comprometer a credibilidade e a efetividade dos mecanismos de controle e fiscalização, como ocorreu em outras situações de fraudes em contratos investigadas em Campo Grande.

    A demora na conclusão de processos éticos pode gerar questionamentos sobre a imparcialidade e a agilidade do sistema, afetando a confiança pública nas instituições. A situação em Dourados pode ser comparada a investigações que resultaram na exoneração de um diretor da Agesul após a Operação GECOC.

    A falta de conclusão dentro dos prazos estabelecidos pode criar um precedente que necessita de análise para garantir a integridade dos processos futuros.

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