Mato Grosso do Sul atingiu em 2026 o pico de 1,46 milhão de trabalhadores ocupados, representando um aumento de 4% em relação ao ano anterior, 2025. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes 2026, divulgada pelo IBGE, também posicionou o estado na sétima colocação nacional em rendimento médio, com R$ 3.727. Adicionalmente, o estado registrou uma massa mensal de renda recorde, estimada em R$ 6,75 bilhões.
Esses números evidenciam o fortalecimento do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Em 2026, o estado contava com 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas, um acréscimo em relação aos 1,41 milhão de pessoas ocupadas em 2025.
Outro dado significativo é o aumento da participação do trabalho na composição do rendimento total domiciliar per capita, que passou de 79,5% em 2025 para 80,7% em 2026. Paralelamente, aposentadorias, pensões e programas sociais apresentaram uma redução em sua participação relativa.
O secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), atribui esses resultados ao ambiente econômico consolidado em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. “A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas. O desafio permanente é fazer esse crescimento chegar a mais pessoas, com qualificação profissional, inclusão produtiva e redução das desigualdades”, declarou.
Falcette também destacou que os dados da PNAD corroboram o bom desempenho de Mato Grosso do Sul na dimensão Capital Humano, classificado como o 2º melhor do país no Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública). O ranking aponta um crescimento contínuo na nota do estado, de 64,45 em 2023 para 67,73 em 2025, com os dados do IBGE detalhando os fatores que sustentam essa evolução.
“O Estado vive um momento de expansão econômica com geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da qualificação profissional. Hoje temos 1,46 milhão de pessoas ocupadas, o 7º maior rendimento médio do país e uma massa de renda recorde, resultado de um ambiente econômico dinâmico, que atrai investimentos e amplia oportunidades”, afirmou Falcette. Ele acrescentou que “ao mesmo tempo, percebemos uma população trabalhadora cada vez mais escolarizada, com crescimento do número de pessoas com ensino médio e superior completos, o que mostra que desenvolvimento econômico e formação de capital humano estão caminhando juntos em Mato Grosso do Sul”.
A pesquisa do IBGE também indicou uma queda no percentual de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família, saindo de 13% em 2025 para 9,5% em 2026, o que corresponde a 102 mil domicílios. Com este índice, Mato Grosso do Sul apresenta o quinto menor percentual do país, situando-se abaixo da média nacional de 17,2%. A escolaridade continua sendo um fator determinante para a renda. Em Mato Grosso do Sul, indivíduos com Ensino Superior completo auferem, em média, R$ 6.632, mais de três vezes o rendimento médio de quem não possui instrução, estimado em R$ 1.824.
Os resultados da PNAD Contínua em Mato Grosso do Sul refletem um cenário de desenvolvimento econômico e social positivo, alinhado com as tendências de exportações e a busca por melhorias na competitividade. O fortalecimento da economia do agronegócio e a expansão de parcerias internacionais também contribuem para este quadro.


