O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, uma visita oficial à China para reuniões com o líder chinês Xi Jinping. O encontro bilateral tem como foco principal a venda de armamentos norte-americanos para Taiwan, uma questão que gera forte oposição de Pequim.
A China considera Taiwan um território autônomo sob seu controle e já sinalizou a possibilidade de uso da força para reunificação. Apesar de os Estados Unidos reconhecerem a política de “Uma Só China”, mantêm laços próximos com a ilha democrática e são um fornecedor crucial de armamento para sua defesa.
“Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso (a venda de armas para Taiwan). Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, declarou Trump a jornalistas antes de sua partida.
O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou sua posição contrária nesta terça-feira. “A oposição da China à venda de armas pelos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é coerente e clara”, afirmou o porta-voz Guo Jiakun em coletiva de imprensa.
Os Estados Unidos, amparados pelas “Seis Garantias” de 1982, afirmam não necessitar de consulta prévia a Pequim para negociações de armamento com Taiwan. Trump minimizou a probabilidade de uma ação militar chinesa contra a ilha, sugerindo que a situação estava sob controle.
“Não acho que algo semelhante vá acontecer. Acho que ficaremos bem. Tenho uma relação muito boa com o presidente Xi. Ele sabe que não quero que isso aconteça”, disse Trump.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan comprometeu-se a “continuar reforçando a estreita cooperação” com os EUA e a “desenvolver capacidades eficazes de dissuasão para manter em conjunto a paz e a estabilidade do Estreito de Taiwan”.
O encontro entre Trump e Xi Jinping também deve abordar a guerra no Irã. Segundo o New York Times, espera-se que o presidente americano solicite à China que pressione o Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz. Diplomatas chineses já haviam expressado preocupação com o bloqueio naval e a necessidade de sua reabertura em conversas anteriores com autoridades iranianas.
A relação econômica entre China e Irã também está sob escrutínio. Trump já havia ameaçado impor tarifas de 50% sobre produtos chineses caso o país fornecesse assistência militar a Teerã. Pequim, embora classifique os bombardeios dos EUA e Israel como ilegais, também criticou ataques iranianos e defende a reabertura do Estreito de Ormuz.
A visita de Trump a Pequim ocorre em um contexto de intensas negociações e tensões geopolíticas, com potencial impacto significativo nas relações internacionais e na segurança regional.


